Produção agrícola do PR rende R$ 10 bi
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de junho de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
A produção agrícola do Paraná faturou R$ 10,8 bilhões durante todo o ano de 1999. O valor representa um aumento de 18,9% sobre o faturamento do ano anterior, quando o Valor Bruto da Produção (VBP) apurado foi de R$ 9,13 bilhões. O VBP é apurado pelo Departamento de Estatística, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, e reflete toda a economia agrícola efetivamente ocorrida durante o ano. Para esse ano, as projeções apontam que o VBP deve alcançar R$ 11,7 bilhões.
Trata-se de um instrumento importante para os municípios paranaenses, porque dessa estatística depende o valor do Fundo de Participação dos Municípios que será repassado no ano que vem. Ou seja, para fazer o repasse de 8%, que no caso dos municípios agrícolas representa uma das poucas alternativas de renda, a Secretaria da Fazenda leva em consideração as informações da Agricultura e os setores da Indústria e Comércio.
Com base na média do VBP dos últimos dois anos apurada pela Seab, a Secretaria da Fazenda faz o pagamento no ano subsequente, explicou Gilka Andretta, chefe do Departamento de Estatística.
A produção de grãos de verão e da pecuária continuam alavancando o desempenho agrícola do Paraná. Do total apurado em 1999, os dois setores participam com R$ 3,9 bilhão cada um. Só a soja registrou um faturamento de R$ 1,8 bilhão na safra 98/99. No grupo da pecuária, o faturamento com a venda de bois e de aves corresponde a uma participação de 30,4% cada um no volume arrecadado, o que dá em torno de R$ 1,18 bilhão arrecadados.
A surpresa do levantamento do VBP ficou por conta do desempenho das flores e dos produtos florestais (cortes de madeira). Pelo segundo ano consecutivo o VBP tem um crescimento significativo o que reflete o surgimento de uma nova atividade no Paraná. No ano passado, em comparação com o ano anterior a produção de flores gerou uma renda de R$ 22,6 bilhões, o que dá um aumento de 95,87%.
O faturamento é pequeno, se for considerado todo o volume do VBP, admite Gilka Andretta. Ocorre que se trata de uma atividade nova, inexistente no Estado há pouco mais de três anos, e as flores eram importadas. Agora, a produção interna não só abastece o mercado interno como também está ensaiando as primeiras exportações para outros estados.
O setor de produtos florestais, que compreende todos os cortes de madeiras e a produção de erva-mate registrou um incremento de 25,79%. A técnica atribui esse crescimento ao aumento dos cortes de pinus e de madeira para papel e celulose em função da retomada econômica das indústrias papeleiras. O faturamento do setor evoluiu de R$ 600,5 milhões para R$ 755,4 milhões.
No grupo regiões, o maior aumento do VBP foi verificado na Região Oeste. O faturamento passou de R$ 2,4 bilhões para R$ 3,08 bilhões. A região Sul, teve um incremento de 15,3%, passando de R$ 2,4 bilhões para R$ 2,8 bilhões. Na região Norte o VBP passou de 2,38 bilhões para R$ 2,74 bilhões. A região Sudoeste teve uma variação de 18,09%, passando de um faturamento anual de R$ 1,02 bilhão para R$ 1,2 bilhão. Na região Nororeste, o índice apurado passou de 787,9 milhões na safra 97/98 para R$ 978,5 milhões na safra 98/99.


