Prodígios no desenvolvimento de games
O inglês Nick DAloísio, 17 anos, se tornou um jovem milionário ao vender, no ano passado, um aplicativo que resume notícias da internet chamado Summly para o Yahoo!. Em Brasília, um menino de apenas 13 anos já disponibilizou pelo menos três aplicativos na loja de aplicativos da Apple através do seu pai. Nos Estados Unidos, um garoto de apenas 8 anos criou um app para Windows Phone que faz listas com desenhos animados publicados no YouTube, chamado Kids Zone. Tornou-se comum se deparar com uma notícia de algum garoto que desenvolveu um aplicativo ou jogo para celular.
Lucas Longo, CEO do Instituto de Artes Interativas (iai?) de São Paulo, que oferece cursos de programação, diz que estas notícias devem ser vistas com um pouco de ceticismo. "Não sei até que ponto pode-se dizer que a criança de fato programou um aplicativo. Ele pode ter usado ferramentas que auxiliam a criação, o que não tira o seu mérito."
Mesmo assim, no instituto, alunos a partir dos 8 anos já podem participar de um curso chamado "Meu primeiro game". Na opinião de Lucas, a popularidade dos aplicativos móveis e a facilidade de disponibilizá-la ao público por meio das lojas de apps foram os fatores responsáveis pelo aumento do interesse em programação, inclusive pelos mais novos.
Para ele, as crianças são tão capazes de codificar, que programação deveria ser ensinado na escola, junto a outras disciplinas como português e matemática. "Aprender programação é tão benéfico quanto aprender um outro idioma." Escrever linhas de código, segundo ele, faz desenvolver o raciocínio lógico, capacita a criança a resolver problemas e a ter mais persistência. "Esta capacidade de encontrar e resolver problemas se torna muito aguçada."
Extensão de nome de arquivo que indica uma aplicação (application, em inglês).
É o processo de escrita, teste e manutenção de um programa de computador.
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





