A Procuradoria da República no Estado do Paraná encaminhou, na última terça-feira, representação contra o grupo português Sonae, ao presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) Gesner de Oliveira. Os procuradores da República João Garcez Ramos e Sérgio Arenhart sugerem intervenção para evitar a dominação do setor por um só grupo e também denuncia abuso de poder econômico.
A Procuradoria entende que no episódio do grupo Sonae com os fornecedores há elementos suficientes que configuram domínio de mercado e por isso sugere a abertura de um processo cível e outro criminal. A Procuradoria alerta que de uma hora para outra o varejo em supermercados de Curitiba assumiu uma situação perigosa. Diz ainda que o grupo Sonae abusou do seu poder econômico e tudo indica que pretende abusar ainda mais.
A Procuradoria pede ainda que se o Cade não entender que infrações estão comprovadas, que faça a investigação no mercado paranaense. A justificativa da Procuradoria é que o grupo Sonae comprou as duas maiores redes de supermercados mantendo-lhes os nomes (Mercadorama e Coletão). O Mercadorama era empresa tradicioe quando foi vendida, possuia 13 lojas, sendo 12 em Curitiba e uma em Maringá.
A empresa Supermercados Real possuia sete lojas no Paraná e a rede Coletão, nove lojas, todas de grandes proporções. Com isso, em muito pouco tempo, o perfil do mercado paranaense modificou inteiramente, argumentaram os procuradores.
Essa situação coloca em perigo as pequenas e médias redes de varejo, que se vêem obrigadas a disputar mercado com verdadeiros ‘‘mamutes’’, acrescentaram na representação.

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