Vânia Casado
De Curitiba
Os procuradores da República que atuam no Paraná querem evitar o fechamento da delegacia do Banco Central em Curitiba. Em nota oficial divulgada à imprensa, os procuradores alertam que a extinção da delegacia só favorece os crimes de colarinho branco. Eles encaminharam expediente ao presidente do Banco Central, Armínio Fraga Neto, em que relatam a relevância do apoio técnico por parte de funcionários do BC na solução ou repressão desses crimes.
Os procuradores que atuam em Curitiba solicitaram ainda a intermediação do Procurador Geral da República, Geraldo Brindeiro, da 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal e da Associação Nacional dos Procuradores da República, em favor da manutenção da delegacia do BC no Paraná.
No expediente enviado ao BC, os procuradores destacam o apoio técnico dos auditores do BC, que prestam esclarecimentos precisos sobre o funcionamento complexo do mercado de capitais, de câmbio e das instituições financeiras, inclusive auxiliando de modo determinante na coleta das provas tendo como objetivo a propositura das respectivas ações penais.
O presidente do BC é lembrado ainda que a lei 7.492 (dos Crimes de Colarinho Branco) prevê a intervenção providencial do BC, como assistente à acusação. Os procuradores finalizaram a mensagem, afirmando que ‘‘não parece crível que uma unidade da federação, com grande movimento nas áreas financeiras e de câmbio, não seja politicamente elevada à condição de sede de Delegacia Regional e de Procuradoria do Banco Central’’.

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