O procurador Luiz Francisco de Souza, do Ministério Público Federal em Brasília, pode pedir na Justiça até a próxima semana a suspensão da intervenção na Previ. ‘‘Em um exame preliminar, essa intervenção é ilegal. Preciso dos documentos para analisar mais a fundo e decidir, na próxima semana, se entro ou não com uma ação judicial para suspender esse ato’’, afirmou Luiz Francisco.
O procurador requisitou à Secretaria de Previdência Complementar cópia de nota técnica de ontem, que foi produzida pelo órgão e usada como base para decretar a intervenção na Previ.
Segundo o procurador, documentos relativos à entidade -relatórios da Secretaria de Controle Interno (órgão vinculado à Presidência)-, da Secretaria de Previdência Complementar, vinculada ao Ministério da Previdência Social, e do Tribunal de Contas da União indicariam que ‘‘as falcatruas encontradas em regra são praticadas por dirigentes indicados pelo governo’’.
Além disso, pela legislação em vigor, conforme o procurador, a intervenção só poderia ser decretada em benefício dos participantes do fundo. ‘‘E como pode ser em benefício do participante se afasta da Previ os diretores eleitos por eles?’’, questiona.

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