Rio de Janeiro - A procura por uma vaga no mercado de trabalho aumentou em maio e elevou a taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País para 7,5%. Apesar da pequena alta em relação aos 7,3% no mês anterior, a situação do emprego foi considerada ''estável'' pelo instituto. A taxa é a menor para meses de maio desde o início da série histórica da pesquisa, em 2002.
O desempenho do emprego foi diferenciado entre as regiões e a renda real caiu pela primeira vez desde dezembro do ano passado. O gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, disse que o resultado de maio reflete o aumento da procura por trabalho, já que o número de desocupados (sem emprego e à procura de uma vaga) subiu 3,2% ante abril, totalizando 1,76 milhão de pessoas.
''O aumento da ocupação não foi suficiente para atender todas as pessoas que buscavam trabalho. Nesse período do ano é comum aumentar a busca por uma vaga, especialmente diante das notícias de cenário econômico mais favorável, que estimulam a população a procurar trabalho'', explica Azeredo.
Para ele, ''não houve piora'' no mercado de trabalho no mês. ''Os números ainda são favoráveis'', avalia. O analista da Tendências Consultoria, Bernardo Wjuniski, concorda e acredita que ''as perspectivas favoráveis em relação ao desempenho da economia devem contribuir para a ampliação da oferta de vagas, além de elevar a procura por emprego''.
Wjuniski credita a alta no desemprego em maio a ''um ajuste no ritmo de expansão das contratações, que se mostrou muito forte no primeiro trimestre do ano, e à continuidade da procura por emprego''.
Renda
O rendimento médio real dos trabalhadores registrou, em maio, a primeira queda ante mês anterior apurada pelo IBGE em 2010. O último recuo anterior, nessa base de comparação, havia ocorrido em dezembro de 2009, de 0,9%, exatamente a mesma magnitude de queda apurada em maio deste ano ante abril.
Azeredo disse que o recuo reflete o aumento da inflação no período, mas também uma perda do poder de compra dos trabalhadores. ''É um primeiro resultado negativo no ano, temos que esperar os próximos resultados para entender melhor se essa queda é uma tendência ou apenas um resultado pontual.'' (Colaborou Flávio Leonel/AE)

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