Procura por produtos artesanais cresce no Natal
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de dezembro de 2011
Mie Francine Chiba <br>Reportagem Local 
Londrina - O Natal é uma época boa de vendas para os artesãos. Aproveitando a oportunidade, cerca de 10 grupos do projeto ''Mãos Talentosas'', da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres com o Conselho Municipal da Mulher, expõem seus produtos no Calçadão, em frente ao Teatro Ouro Verde, até o dia 23.
Quem passa por lá aproveita para procurar os presentes de Natal. Produtos como toalhas de mesa, tapetes, peças de roupa bordadas à mão, brinquedos e mimos forram os balcões das barraquinhas. A estudante Juliana Zaqui, junto com Rafael Bandeira, encontrou lá um brinquedo para o seu primo pequeno. Eles ressaltaram que as feiras de artesanato apresentam produtos diferentes daqueles encontrados no comércio em geral. ''Tem brinquedos de madeira, não aqueles de plástico das lojas.''
Já o vigilante Fernando Garcia e sua esposa, Kátia Regina da Silva Garcia, pararam em uma das barracas da feira porque o filho, Felipe, gostou de um cofrinho de time. ''É uma opção a mais para uma lembrancinha. Os produtos são diferenciados, os preços mais acessíveis'', diz o vigilante.
No Centro de Economia Solidária, o Natal, junto com o Dia das Mães, é o período em que há mais procura. Para esta ocasião, Nelma Liberato, gerente de Inclusão Produtiva da Economia Solidária em Londrina, ressalta que há grande variedade de produtos de decoração, ceia, casa e presentes natalinos.
Geração de renda
Ao comprar uma lembrancinha nas barracas, os clientes também estão contribuindo para o trabalho e geração de renda de famílias e ainda para ações sociais. ''O artesanato contribui direta e indiretamente para a renda das mulheres. Tem algumas que até sobrevivem do artesanato'', declara Sueli Galhardi, secretária municipal de Políticas para Mulheres. A diretora de Desenvolvimento da Equidade entre Gêneros, Sara Alexius, diz ainda que o artesanato na vida das comunidades envolvidas ''é fundamental''. ''Tanto do ponto de vista de geração de renda como social e terapêutica.''
O grupo Reagir, do Conjunto Vivi Xavier (Região Norte), ao mesmo tempo em que produz artesanato ajuda portadores do vírus HIV a fazerem tapetes, toalhas, caminho de mesa, peças de roupa no grupo da Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids (Alia). E para as participantes, a atividade representa complementação da renda da família. Na casa de Marli Estrope Nazarco, a renda que ela tira do artesanato junto com a do filho, que trabalha, são o sustento da família.
Já na família de Ivone dos Santos Loni, a família conta com a renda gerada do artesanato para complementar o auxílio-doença do pai e a aposentadoria da mãe, que também ajudam a bordar. Lá, o artesanato ainda serve como terapia. ''Quando minha mãe não borda, ela entra em depressão'', conta Ivone.
A terapia também é a tônica do trabalho do Grupo de Mulheres Solidariedade, do Parque Ouro Branco (Região Sul), onde mulheres de várias idades se reúnem para fazer artesanato. ''Tinha muitas mulheres com depressão, que não tinham o que fazer porque eram idosas ou jovens demais'', conta a presidente do grupo, Marilda Francica Camargo.
Serviço:
- Feira do projeto ''Mãos Talentosas'' - Até 23 de dezembro no Calçadão, em frente ao Teatro Ouro Verde
- Centro Público de Economia Solidária - Av. Rio de Janeiro, 1278 (esquina com Av. JK). Tel. (43) 3378-0577
- Grupo de Mulheres do Patrimônio Selva - Chácara Selva - Estância Três Bocas - Patrimônio Selva. Tel. (43) 3341-1063


