Procura por gás na região de Pitanga recomeça em 30 dias
Cláudia Lopes
De Londrina
A retomada dos trabalhos de perfuração do poço do Rio Vorá, que fica na região de Pitanga, centro do Estado, deve acontecer daqui a um mês. A perfuração, suspensa pela Petrobrás em agosto passado, será reiniciada em parceria com a empresa americana de petróleo Costal, que venceu a licitação feita pela estatal brasileira, no final do ano passado, a fim de obter um sócio para exploração e produção de gás no Bloco BPar-10, em Pitanga.
Várias empresas nacionais e estrangeiras enviaram propostas. O gerente geral da unidade de exploração do Sul da Petrobrás, Osvaldo Kawakami, disse ontem à Folha, por telefone, que ainda não tem autorização da direção da estatal para divulgar os valores do acordo com a vencedora. Apesar do contrato entre a Petrobrás e a Costal já ter sido assinado, estamos aguardando a aprovação da Agência Nacional de Petróleo, revelou. Segundo ele, a aprovação deve acontecer daqui a 20 ou 30 dias. Reiniciaremos a perfuração no poço do Rio Vorá logo em seguida.
A associação com a Costal representa um reforço financeiro importante para a retomada dos trabalhos na região, segundo Kawakami. Faremos a exploração em conjunto. Além do dinheiro, a empresa americana entrará na parceria com seus técnicos, afirmou. Alguns técnicos americanos estiveram no local na semana passada. A Petrobrás tem permissão de exploração e produção de gás no Bloco BPar-10 pelos próximos três anos. O bloco compreende 6,5 mil quilômetros quadrados no centro do Paraná.
Kawakami, que acredita na presença de um grande volume de gás natural na região de Pitanga, afirmou que o Norte do Estado poderá ser beneficiado com o gás vindo daquela região daqui a dois ou três anos. O gás de Pitanga pode chegar a Londrina antes da construção de um ramal do Bolívia-Brasil.
No Rio Vorá, a Petrobrás já encontrou indícios da existência de gás natural mas os trabalhos tiveram que ser suspensos por falta de recursos. Com a venda da participação à Costal, a estatal pretende intensificar os trabalhos em Pitanga, furando uma série de novos poços. A Petrobrás perfura poços nas proximidades de Pitanga há quatro anos e já encontrou gás nos poços de Barra Bonita 1 e 2, e no campo de Mato Rico. Para perfurar cada poço, são necessários entre US$ 5 milhões e US$ 6 milhões.





