Rio - A superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela operação de venda de ações da Companhia Vale do Rio Doce, Thereza Cristina Aquino, disse que o movimento de procura pelas ações ontem, primeiro dia da oferta, foi bom.
‘‘Senti os bancos animados, principalmente o Banco do Brasil, que é o coordenador’’, disse. ‘‘Nossa expectativa é de uma ótima operação e achamos que o fato de vários bancos estarem oferecendo o pedido de reserva pela internet também vai ajudar’’, comentou.
Ela informou que a oferta vai até o dia 15 de março, mas quem quiser migrar para os fundos mútuos de privatização com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) da Vale vindo dos fundos do mesmo tipo da Petrobras ou os de carteira livre-FGTS, formados por 51% em ações diversas e 49% em renda fixa, só poderá fazer isso até 1.º de março. Ou seja, terá somente mais sete dias úteis.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou a criação de 61 fundos de ações da Vale para a operação de vendas das ações do governo. Catorze são específicos para quem migrar dos fundos com recursos do FGTS de ações da Petrobras ou de carteira livre. Outros 35 fundos de ações da Vale são para quem usar recursos do FGTS que não estejam aplicados em ações e mais 12 foram formados para investidores.
No entanto, a expectativa é de que não haja muita movimentação de migração de fundos da Petrobras para os da Vale. ‘‘Por legislação, temos que dar essa opção, mas os analistas de maneira geral não têm recomendado, até por custos de impostos’’, disse, frisando que estas análises não são do governo. ‘‘Alguns analistas acham que uma empresa vai render mais, outros acham que é a outra, mas isso é com os analistas. Nós, do governo, não fazemos considerações desse tipo’’, disse.

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