A procura por financiamentos para as vendas a prazo caíram em 50% no mercado depois que o governo emitiu o seu último pacote de medidas econômicas, em 10 de novembro. Este é o resultado de pesquisas realizadas por financeiras ligadas a Associação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi). De acordo com as pesquisas, as taxas de juros, em média, para o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) ficaram entre 4 a 4,5% mensais, ou nos bancos das montadoras de veículos entre 3,80% a 3,95% ao mes.
Os juros elevados tornaram a busca de financiamentos mais cautelosa por parte do consumidor ou ainda a sua cessão mais difícil por parte das instituições, que passaram a ser mais seletivas na concessão de novos créditos.
Alguns bancos reduziram as taxas. O Banco do Brasil anunciou uma redução nas taxas de juros de seus cartões de crédito de 8,3% para 5,5% nas compras parceladas. O Credicard, a maior administradora de cartões de crédito do País, praticou um ajuste na sua taxa de juros para o financiamento, que ficou em 11,50% ao mês. As vendas em prestações dependem de promoções de lojas, mas em média tem permanecido em 8,50% ao mês.
As taxas de juros do leasing estão entre 3,15% a 3,30%, confirmaram companhias de leasing. O Banco do Brasil está com taxas no seu leasing cheque veículo da ordem de 3,95%. De uma forma geral, não há uma efetiva movimentação das taxas de juros para baixo ainda, dizem os analistas das financeiras consultados pela Agência Estado.

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