Pelo menos 20% do total de vagas ofertadas pela Agência do Trabalhador de Londrina são para funções de nível técnico. ''É uma excelente opção para o trabalhador, não faltam vagas'', garante Rogério Luiz Nogueira, gerente da agência. Em média, as vagas chegam a demorar até três semanas para serem preenchidas. De maneira geral, segundo ele, falta qualificação às pessoas e ainda há uma certa resistência para este tipo de serviço. ''O ideal seria que todos fizessem uma graduação, uma pós-graduação, mas isso é pouco acessível. Os cursos técnicos são uma excelente opção profissional'', argumenta.
Apesar do preconceito contra estes cursos, no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) a procura cresceu mais de 300% nos últimos três anos, segundo o analista de mercado Marcelo Strik. ''Como o Senai é mantido pela Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) ofertamos os cursos conforme a necessidade do mercado'', comenta. Ele acrescenta que entre 2007 e 2008 o setor registrou um ''apagão de mão-de-obra'' na região. ''Isso inflacionou o mercado e chegou a limitar a produção industrial por falta de trabalhadores'', salienta.
A empregabilidade, garante ele, ocorre conforme os alunos concluem os cursos. ''É difícil ficar sem emprego. Até 2007 os bons profissionais estavam empregados, mas a partir daquele ano até os profissionais medianos eram disputados'', exemplifica Strik. Londrina tem 2.208 indústrias entre pequenas, médias e grandes e, por isso, há demanda por mão-de-obra. Este fator levou o Senai a aumentar a oferta de cursos. Há três anos eram 1,7 mil vagas enquanto no ano passado foram 5.127 formandos.
Na sua avaliação, a crise econômica mundial não chegou à região uma vez que, até agora, foram registradas poucas demissões. ''As indústrias estão cortando cerca de 10% do seu quadro. Na verdade, os empresários estão aproveitando o momento para fazer alguns ajustes'', diz o analista de mercado. Segundo ele, as empresas estão com bom fluxo de caixa e, por isso, estão ''segurando ao máximo'' a sua mão-de-obra para evitar, posteriormente, a procura por funcionários. (F.M.)

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