Mário César‘Empurrãozinho’Thales Polis: ‘‘Com a promoção, ficou fácil. Vou pagar em 10 vezes’’Nos primeiros quatro dias da promoção ‘‘Celular na Mão’’ - de quinta-feira a domingo - foram preenchidas 538 propostas de adesão à telefonia celular, segundo o gerente de contratos de serviços da Sercomtel, Régis Tavares. Os pedidos de ontem ainda não foram contabilizados. A procura surpreendeu o gerente, que já espera receber entre 150 e 200 propostas diárias. ‘‘Mas estes pedidos passam por análises de cadastros antes da concretização do negócio’’, explica Tavares.
Além de eliminar a taxa de habilitação do celular, que era de R$ 327, a Sercomtel firmou uma parceria com a Ericsson Telecomunicações para facilitar a compra dos aparelhos. O modelo digital DH 368 está sendo vendido por R$ 675 à vista, nas oito lojas credenciadas da cidade. O pagamento pode ser dividido em 5 parcelas de R$ 140 ou em 10 vezes de R$ 75.
A estratégia da Sercomtel, que desistiu de participar da licitação que selecionará as empresas que vão explorar a telefonia celular na Banda B, é ocupar o máximo do mercado em Londrina. ‘‘Queremos deixar o mercado restrito para quando o concorrente chegar’’, diz Walter Campanelli, diretor de marketing e de serviços.
O gerente Régis Tavares revela que, por causa do sucesso da campanha, a Sercomtel já está negociando a compra de mais aparelhos com empresas como a Nokia. ‘‘O papel da Sercomtel não é o de vender aparelhos. Só estamos querendo facilitar a vida dos usuários’’, afirma.
Para incentivar a migração do sistema analógico para o digital, os usuários que requisitarem a transformação até o próximo dia 13, último dia da 37ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, ganham um mês de isenção do valor de comunicação.
Por enquanto, existem 2,3 mil aparelhos digitais funcionando em Londrina. A migração é interessante para a Sercomtel porque deve desafogar o sistema analógico. Hoje, nos horários de pico - das 10h às 12h e das 14h às 16h - já existem problemas de congestionamento de chamadas principalmente na zona central da cidade.
Como já tem celular há dois anos, o comerciante Thales Polis resolveu aproveitar a campanha para comprar um para a esposa. ‘‘Ficou fácil. Vou pagar o aparelho em dez vezes’’, conta. O professor Sérgio Endo e o gerente administrativo Carlos Braz da Silva queriam um celular há muito tempo. O ‘‘empurrão’’ da campanha valeu. Ontem à tarde, os dois fecharam negócio em uma das lojas credenciadas.

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