Procura pelo penhor na CEF cresce 38%
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terça-feira, 20 de maio de 1997
Carmem Murara Sucursal de Curitiba 
Sucursal de CuritibaCléia Ramiro, funcionária da CEF, mostra o lote mais caro do leilãoColocar jóia no penhor tem sido uma das preferências das pessoas que precisam de empréstimos financeiros. Pelo menos é o que comprova o balanço feito pela Caixa Econômica Federal (CEF). De maio do ano passado para maio deste ano, o número de pessoas que recorreram ao penhor cresceu 38%. A CEF fecha uma média de 100 contratos por dia com clientes interessados em penhorar uma jóia.
O aumento tem sido constante nos últimos meses. A chefe do setor de penhor, Anízia Maria dos Santos, acredita que o aumento na procura se deva as condições de financiamento. É a melhor taxa do mercado, afirmou Anízia. A CEF empresta o dinheiro com uma taxa de juro de 3% a 3,5% ao mês. Os contratos podem ter duração de 28, 56 ou 84 dias. Os acordos podem ser renovados até quando a pessoa decidir recuperar a jóia.
O crescimento na procura do penhor obrigou a CEF a realizar leilões mensais, já que aumentou o volume de jóias não recuperadas. O último leilão aconteceu ontem, quando foram colocados 356 lotes para o arremate. O valor dos lotes variou de R$ 20 até R$ 18 mil, o mais caro. Cerca de 80 pessoas participaram do leilão.
A carteira de penhor da CEF conta com 15 mil contratos firmados. A maioria é renovada e uma média de 6% ao mês não é resgatada. Avaliamos que é baixo o número de pessoas que deixam as jóias para a Caixa, afirmou Anízia. Ela atribuiu ainda o aumento da procura pelo penhor à falta de dinheiro no mercado.


