Procura maior encarece pacotes para as férias
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segunda-feira, 11 de janeiro de 1999
Agência Estado 
Quem deixou para marcar a sua viagem de férias para a última hora e pretende embarcar até o carnaval vai pagar mais caro pelo pacote turístico e, além disso, corre o risco de não encontrar vagas para o destino desejado. Segundo os agentes de viagem, a demanda para essa temporada está bem acima da verificada no mesmo período do ano passado. Nesta época do ano, a Agaxtur, uma operadora de São Paulo está, normalmente, com 25% das vendas fechadas. Neste ano, esse porcentual subiu para 75%, diz a diretora da empresa, Elenice Gualda Lourenço.
Em relação a quem fechou o negócio em outubro, os preços dos pacotes estão cerca de 20% mais altos. Elenice diz ainda que as vagas para os destinos mais concorridos, como Porto Seguro e Salvador, estão praticamente preenchidas. Quem fez a compra antecipada pagou mais barato e ainda escolheu o pacote mais condinzente às suas necessidades. Quem deixou para a última hora, além de pagar mais caro, terá de adaptar-se aos roteiros que ainda têm vagas.
Na CVC Turismo ainda há algumas vagas para os destinos mais procurados. Para Porto Seguro, o pacote de oito dias em hotel três estrelas com café da manhã está custando R$ 695,00. Um pacote com as mesmas característias para Fortaleza está sendo vendido por R$ 942,00.
Para reduzir os riscos de não viajar ou de ter de pagar ainda mais caro, a recomendação é que a compra do pacote seja antecipada ao máximo.
A maior demanda para essa temporada também tem aumentado os casos de overbooking, situação em que o consumidor não consegue embarcar porque a companhia aérea vendeu mais bilhetes do que a capacidade da aeronave. Quando isso ocorre, o diretor-jurídico da Associação das Vítimas de Atraso Aéreo (Avaa), Luís Fernando Corrêa Mello, diz que o consumidor deve dirigir-se até o posto do Departamento de Aviação Cívil (DAC) no aeroporto e formalizar sua queixa, se o atraso do embarque for superior a quatro horas. Além disso, devem ser guardados os recibos e documentos que comprovem despesas ocasionadas pelo atraso.
Corrêa lembra que para atrasos no vôo de até quatro horas a companhia tem de providenciar o embarque em outra aeronave ou empresa. Se preferir, o consumidor pode exigir a devolução da quantia já paga. Um acordo firmado em dezembro entre as companhias aéreas e o DAC garante ao consumidor o recebimento de um crédito compensatório em caso de atraso nos vôos domésticos. O valor desse crédito varia de acordo com a distância e o tempo de espera. Para atraso entre uma e quatro horas, os consumidores receberão um crédito de R$ 126,00, para trechos de até 1.100 km, e de R$ 210,00, para percurso superior a 1.100 km.
Para atrasos acima de quatro horas, os créditos são de R$ 252,00, para distância de até 1.100 km, e de R$ 420,00, para trechos superiores.


