Procura deve aumentar
A Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), vinculada da Secretaria de Agricultura, é um dos laboratórios credenciados a fazer as análises qualitativas e breve deverá atuar na análise quantitativa com testes como o Elisa.
De acordo com Eduardo Baggio, presidente da Claspar, hoje 70% da soja é comercializada via cooperativas no Paraná. Grande parte dessas empresas exportam e como exigência de alguns mercados precisam apresentar laudos sobre a composição de seus produtos, o que tem feito aumentar o interesse por testes e comprovação via análises laboratoriais da soja.
Para Baggio o interesse pelo uso dos kits deve aumentar ainda mais este ano. No caso do Porto de Paranaguá, por exemplo, nenhum carregamento entra sem apresentar certificação.
O Instituto Genesis, de Londrina, também mantém um laboratório para testes e certificação desde outubro do ano passado, quando foi credenciado pelo Ministério da Agricultura.
Segundo o presidente do Genesis, Henrique Victorelli, a demanda pelo serviço apresenta aumento progressivo, especialmente depois que o Porto de Paranaguá passou a exigir a apresentação de laudos de certificação de toda a soja a ser movimentada para embarque.
O Genesis prevê abranger a análise de 1 milhão de toneladas de soja das 20 a 30 milhões de toneladas que deverão transitar no Estado este ano. Dessa previsão 50% já está com contrato fechado. Os maiores clientes, de acordo com Victorelli, são cooperativas e grandes empresas. O laboratório atende clientes do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e está ampliando contratos com cooperativas do interior de São Paulo.
O Genesis faz o chamado teste da fita, padronizado pelo Mapa, cuja margem de detecção é de 1 grão em mil ou 1%. A Europa exige índices menores - de 0,9%, e a China pede 0,1%. Aí está, de acordo com Victorelli, a atual polêmica sobre os testes para transgênicos que tem mobilizado técnicos do Governo e da cadeia produtiva, reunidos esta semana para discutir o assunto. O questionamento é: ''Porque o Brasil tem que fazer de 1%, enquanto o mercado internacional exige índices menores?''





