Como normalmente acontece nesse período do ano, a procura por contratos de penhor em janeiro aumentou cerca de 10% em relação ao mês de dezembro. A Caixa Econômica Federal realizou 20.608 contratos no primeiro mês de 2006, contra 18.735, do mês anterior.
Segundo o gerente de mercado da Caixa em Londrina, José Roberto Matheus, os meses de janeiro e fevereiro são realmente os mais movimentados na procura por
penhor. ''Os clientes procuram essa linha de crédito por causa da necessidade: gastos do mês de dezembro e ainda as contas com férias, impostos, matrículas e materiais escolares, no início do ano'', frisou Matheus.
O gerente esclareceu que podem ser penhorados apenas jóias - de ouro, prata, ouro branco, pérola, diamante e outras. O banco não realiza mais o penhor de mercadorias, como eletroeletrônicos. O valor de empréstimo do penhor varia de R$ 50 a R$ 50 mil, cuja taxa de juro vai de 2% a 3,25%. A avaliação das jóias é feita pelo banco, que paga em média 50% do valor de mercado do produto. ''A gente faz isso para não virar um comércio, pois a Caixa não é compradora de jóia, apenas atende os clientes em uma necessidade. A gente quer que o cliente volte e resgate a jóia'', afirmou Matheus.
Conforme ele, o interessado em realizar um penhor pode fazer um contrato de 30, 60, 90 ou 120 dias. Após o prazo, o cliente pode pagar apenas os juros e renovar o contrato, se houver necessidade. A jóia poderá ser resgatada em qualquer momento, mediante o pagamento da dívida, mesmo sem ter terminado o período de contrato.
Após 30 dias do fim do contrato, se o cliente não resgatar a jóia, nem renovar o acordo, a mercadoria está sujeita a ir a leilão. ''Em média, de 1% a 2,5% dos contratos vão a leilão. Os clientes geralmente resgatam a jóia'', completou Matheus. Em Lodrina, apenas duas agências funcionam como postos de penhor.
Segundo informações do banco, em 2005 o penhor da Caixa ampliou sua participação no mercado de crédito: o saldo da carteira alcançou R$ 754 milhões, 23% a mais que em 2004, quando registrou R$ 610 milhões. Foram mais de 7,8 milhões de operações. Para 2006 a perspectiva é de que o saldo cresça mais 20%. A Caixa tem R$ 5,5 bilhões disponíveis para aplicação em Penhor no ano, o suficiente para realizar cerca de R$ 10 milhões de contratos, aproximadamente 20% a mais que no ano de 2005.

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