Curitiba - O coordenador do Procon-Pr, Algaci Túlio, anunciou ontem que pretende tomar medidas judiciais contra as distribuidoras de combustíveis. O motivo foi o recente aumento do preço da gasolina e do álcool nos postos de Curitiba e região metropolitana. Segundo um levantamento realizado pelo Procon, nos últimos dez dias o preço médio da gasolina comum subiu de R$ 2,319 para R$ 2,448, chegando a R$ 2,50 em alguns postos.
O Procon chegou a enviar representantes a um workshop dos revendedores de combustíveis realizado em Ponta Grossa na sexta-feira passada para apurar a razão do aumento, que não foi determinado pelo Ministério de Minas e Energia. Segundo Algaci, os revendedores argumentam que o aumento é apenas um repasse de uma majoração dos preços das distribuidoras. ''Vamos nos reunir esta semana com o Ministério Público e com a Agência Nacional de Petróleo (ANP) para vermos que medidas podemos tomar. O fato é que as planilhas das distribuidoras são uma caixa-preta para nós. Precisamos ver os números para saber por que o preço sobe tanto sem motivo aparente, uma vez que o dólar está em baixa'', afirmou Algaci.
Segundo o coordenador do Procon, os revendedores culpam os aumentos em uma distribuidora, que não foi identificada pela categoria. ''Segundo eles, essa distribuidora abaixa os preços durante um certo período do mês estimulando um fluxo de caixa nos postos para que eles paguem as dívidas. Depois, ela retoma os preços altos. Espero na semana que vem ter dados mais concretos sobre essa distribuidora'', afirmou Algaci.
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese, o aumento nos preços é normal. ''O que é estranho não é o aumento, que apenas restituiu o preço normal do combustível. Estranho é que ele tenha permanecido a R$ 2,29 durante todo este tempo. Com esse preço, os revendedores não tinham a mínima margem de lucro. A verdade é que o mercado de combustíveis em Curitiba é insano, às vezes'', afirmou Fregonese.

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