Procon tenta comprovar cartel
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2003
Renê Muller<br> Reportagem Local 
De máquina fotográfica em punho, os fiscais da Coordenadoria de Defesa e Proteção do Consumidor (Procon) começaram a realizar na manhã de ontem uma tarefa simples, mas que, esperam, cumpra um objetivo dos mais árduos: demonstrar a existência de um cartel de preços de combustíveis em Londrina. A sessão de fotos de bombas e letreiros de preços começou no Posto 15, na Avenida Duque de Caxias (região central), e deve continuar por outros 36 postos de combustíveis do município até o fim da semana. O objetivo é criar um painel de fotos, para comprovar a existência do cartel naqueles estabelecimentos.
Segundo Tito do Valle, diretor local do Procon, o procedimento fotográfico vai continuar acontecendo a cada mês. Ele diz que os 36 postos que serão visitados equivalem a 1/3 do total de estabelecimentos na cidade. O número seria suficiente como amostra para a prática de cartel. ''É um absurdo, não existe tabelamento de preços de combustíveis, mas não se vê variação maior do que R$ 0,03 nos preços da cidade, que estão altíssimos'', declarou Valle.
As fotos, diz o coordenador, serão enviadas para o Ministério Público e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os preços da gasolina variam entre 2,35 e 2,38. O álcool, diz o coordenador, tem uma variação de R$ 0,02 ou R$ 0,03, e um ''preço base'' de R$ 1,56 o litro. O diesel passa pela mesma situação, e fica em torno de R$ 1,43 o litro. ''Já existe uma ação civil pública, já houve punição do Cade, mas parece que nada disso inibiu a cartelização'', afirmou Valle.


