SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Procon-SP anunciou que irá fiscalizar os preços dos alimentos que compõem a cesta básica e que tiveram altas expressivas nos últimos dias. Entre os itens que serão acompanhados estão arroz, feijão, carne, leite, ovos e óleo.

"Um saco de arroz pulou de R$ 8 para R$ 40. Sabemos que é uma questão macroeconômica, ligada à alta do dólar e à facilitação da exportação. Por um lado, é bom para a nossa balança comercial, mas o consumidor não tem nada a ver com isso e não pode ser prejudicado", disse, em vídeo, o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez.

Na tarde desta quinta-feira (10), Capez, que também é secretário de Defesa do Consumidor do governo João Doria (PSDB), se reuniu com representantes da secretaria de Agricultura e Abastecimento e da Apas (Associação Paulista de Supermercados), além de produtores e agricultores.

Segundo o Procon-SP, o objetivo do encontro foi chegar a um entendimento com as partes envolvidas para que se possa normalizar os preços. Caso não haja compromisso, o órgão de defesa do consumidor garante que fiscalizará os "aumentos injustificados".

Levantamento feito em parceria entre a Apas e a Fipe (Federação Instituto de Pesquisas Econômicas) mostra o aumento recorde de alguns itens da cesta. De acordo com os dados, o feijão foi que teve maior aumento proporcional em 12 meses, ficando 48,37% mais caro. Em seguida estão o arroz (25,55%), o óleo de soja (23,51%) e o leite (18,79%).

Considerando somente o período entre janeiro e julho de 2020, o feijão subiu 23,14%, enquanto o leite aumentou 21,62%. O arroz teve alta de 21,08% e o óleo de soja está 9,56% mais caro do que no início do ano.

Em razão da explosão nos preços, supermercados da Grande São Paulo já estão limitando a venda de alguns itens por cliente, principalmente arroz e óleo de soja.

Em nota, a Apas diz que "tem reforçado, desde o início da pandemia, para que os supermercados associados não aumentem suas margens de lucro e repassem aos consumidores apenas o aumento proveniente dos fornecedores".

A associação diz ainda que o equilíbrio busca "assegurar o emprego dos nossos colaboradores e garantir que a população tenha alimentos de qualidade à disposição".

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