Procon retoma as pesquisas de preços dos combustíveis
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sábado, 28 de janeiro de 2017
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 

O Procon de Londrina voltou a divulgar a pesquisa de preços de combustíveis na cidade. O órgão consultou 70 estabelecimentos comerciais sobre os valores praticados na venda de etanol e gasolina comum. A pesquisa foi realizada na quinta-feira (26), por telefone. O preço médio da gasolina comum foi de R$ 3,71, tendo como preço mínimo o valor R$ 3,54 e preço máximo R$ 3,99. O etanol está custando em média R$ 2,91. O maior valor foi de R$ 3,09, e o menor, R$ 2,67.
A gasolina está mais cara na região central. O valor médio foi de R$ 3,79. A região norte tem o combustível com custo médio de R$ 3,66 o litro da gasolina. Na zona sul, custa R$ 3,77; e na oeste, R$ 3,75, em média. Oito postos se recusaram a fornecer informações.
O órgão não realizava a pesquisa desde 2014. "Considerei interessante retomar a pesquisa. A intenção é fazer a pesquisa uma vez por mês, sempre no final do mês", comentou Gustavo Richa, coordenador do Procon-LD. Para ele, a função da pesquisa é informativa. As próximas serão realizadas in loco pelos fiscais do Procon.
O órgão também definiu um calendário para fiscalização dos estabelecimentos. "Os fiscais irão verificar se os postos estão seguindo as regras de atendimento ao consumidor", explicou o coordenador.
REDUÇÃO
A pesquisa foi divulgada um dia após a Petrobras anunciar a redução de 5,1% do preço do diesel e de 1,4% da gasolina nas refinarias. A queda faz parte da política de preços anunciada pela empresa em outubro de 2016. De acordo com a Petrobras, a decisão é efeito da valorização do Real, ajustes de competitividade e redução dos preços dos derivados nos mercados internacionais.
A Petrobras acredita que se a redução for repassada integralmente, o preço ao consumidor final pode cair em torno de R$ 0,08 por litro do diesel, e R$ 0,02 por litro da gasolina.
O Sindicombustíveis-PR afirmou, por meio de nota, que "qualquer tendência de baixa ou alta na revenda depende do repasse das companhias de distribuição". E reforçou que "em oportunidades anteriores a tendências de baixa foram repassadas pelas distribuidoras ao postos de forma lenta e em menor escala do que se previa por conta da divulgação da Petrobras, ou simplesmente não foram repassadas. Por outro lado, quando o viés era de alta, de maneira geral o mercado detectou que os acréscimos foram rapidamente aplicados pelas empresas de distribuição e repassados aos postos."
O sindicato considera prejudicial ao mercado a forma como os novos valores nas refinarias vêm sendo divulgados, sem aviso prévio ou data definida, com aumentos ou baixas adotados de um dia para o outro, pois prejudica, segundo a entidade, o planejamento dos revendedores, que são surpreendidos com novos preços.


