O Procon iniciou ontem uma blitz nos postos de combustíveis de Londrina. A ação tem por objetivo verificar se esses estabelecimentos estariam reajustando os preços do álcool e da gasolina abusivamente desde o mês passado, quando a Petrobras autorizou o aumento de custo da gasolina. Os fiscais do Procon pretendem visitar cerca de 50 postos até sexta-feira, quando a blitz será encerrada. Ontem foram visitados seis estabelecimentos.
A blitz atende solicitação do Sindicato dos Taxistas, que formalizou denúncia sobre a prática de preços abusivos por parte dos postos de combustíveis há duas semanas, durante reunião realizada na Câmara de Vereadores entre membros da Comissão de Defesa do Consumidor, o promotor Miguel Sogaiar (de Defesa do Consumidor) e o chefe do Procon, Gerson da Silva.
Inicialmente, os técnicos do Procon verificam se os preços dos combustíveis estão expostos em painéis a vista dos consumidores; se esses preços são iguais aos marcados nas bombas; e se os postos informam o nome da distribuidora que onde os combustíveis foram comprados (em caso de bandeira branca). Os estabelecimentos também são notificados a apresentar, em um prazo de dez dias, as notas fiscais de compra.
''Estamos levantando uma série de dados dos postos para analisarmos se realmente há a prática abusiva de preços. Essa é a responsabilidade do Procon'', informou Silva. A sua expectativa é que as apurações terminem em 20 dias. Se for encontrada alguma irregularidade, o estabelecimento será autuado. O valor da multa será arbitrado conforme o faturamento do posto e pode variar de R$ 212 a R$ 3,1 milhões.
Ontem, um posto de combustível foi autuado porque não apresentava o preço do diesel em um dos painéis que ficam expostos a vista dos consumidores. Segundo um fiscal do Procon, a alegação do proprietário foi que o vento teria arrancado os números. Mesmo com a justificativa, os fiscais autuaram o proprietário, que agora tem dez dias de prazo para se defender.

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