Procon proíbe GVT de vender planos em Londrina
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sexta-feira, 08 de março de 2013
Fábio Galiotto<BR> Reportagem Local 
O Núcleo de Proteção e Defesa do Consumidor de Londrina (Procon) proibiu ontem a GVT de comercializar novos contratos para prestação de serviços de telefonia, TV por assinatura e internet na cidade, devido às 46 reclamações contra a empresa feitas ao órgão apenas nos dois primeiros meses de 2013. Dentre as citações, 41 foram por cobrança de valores mais elevados do que os acertados no fechamento do contrato.
A GVT e o representante comercial da marca em Londrina foram notificados na manhã de ontem, segundo o Procon. A proibição é válida até que sejam resolvidos os problemas dos 41 consumidores que reclamaram no órgão por descumprimento de oferta. Porém, outros 29 relatos sobre o mesmo tema foram feitos no núcleo londrinense, mas ainda não passaram pela gerência de fiscalização.
Em monitoramento de registros, o Procon identificou que a GVT foi alvo de 189 reclamações em 2012 e 46 apenas em janeiro e fevereiro de 2013. O coordenador executivo do órgão em Londrina, Rodrigo Brum Silva, afirma que a empresa foi notificada anteriormente a participar de audiências para resolver a questão, mas ninguém compareceu. Ontem, depois de receber a notícia sobre a proibição, ele conta que um representante solicitou uma reunião às 13h da próxima segunda-feira, no Procon. "Nosso objetivo é evitar riscos para outros consumidores da comarca", disse.
O coordenador conta que houve casos em que a fatura do serviço trazia valores até 50% acima do preço combinado. Caso semelhante foi o do consultor de empresas Raimundo Lopes Barreto, que desde o início do ano passado tenta resolver pendências com a GVT em Londrina, sem sucesso. Ele fez uma reclamação no dias 23 de janeiro de 2012 no site Reclame Aqui (www.reclameaqui.com.br), serviço gratuito que liga empresas e consumidores descontentes. Depois, recorreu ao Procon, mas disse que até ontem que ainda não havia conseguido solução.
Barreto contou que adquiriu um pacote de 380 minutos de telefones fixo e celular, além de internet de 15 megas, por R$ 90. A primeira cobrança chegou para ele por R$ 268. Após várias indas e vindas, reclamações pela internet, no Procon e em mais de um dos pontos de venda físicos, conseguiu um boleto no valor de R$ 90. "Mas no mês seguinte volta a dar problema e acabam me cobrando mais de R$ 100 por pouco mais de cem minutos. E a internet mal chega a dez megas."
Mesmo descontente, o consultor de empresas quer receber o que foi prometido. "A GVT não tem respeito pelos clientes e não sustentam os planos combinados. Querem que a gente desista, pelo cansaço, e fique por isso mesmo."
Por meio de nota, a GVT informou que analisa a notificação sobre problemas relacionados a serviços na cidade, para tomar as providências necessárias para solucionar as reclamações que constam no Procon. "A GVT suspendeu as vendas dos serviços em Londrina e avalia as medidas cabíveis em relação a esta interrupção", completou o informativo.


