Curitiba - Todas as farmácias de Curitiba vão ter que apresentar uma série de documentos ao Ministério Público (MP) estadual para comprovar que estão funcionando e vendendo seus produtos regularmente. A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-PR) também intensificou a fiscalização nas grandes redes farmacêuticas no que diz respeito a propaganda enganosa. Na última terça-feira o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Paraná (Sindifarma-PR) fez um protesto em frente ao Procon-PR reclamando de concorrência predatória por causa dos altos descontos que as grandes redes estão fazendo.
''Levamos ao Procon um pedido que intensifique a fiscalização em cima dos descontos abusivos. E também pedimos que o MP investigue. Não entendemos a lógica das grandes redes, já que a margem média de lucro em cima de medicamentos é de 27%. Como é possível oferecer a preço de custo ou até 50% de desconto?'', alegou o presidente do Sindifarma-PR, Edenir Zandoná. Uma das denúncias feitas pelo Sindicato é que as placas que anunciam os descontos não dizem que é em apenas alguns medicamentos. Isso, segundo Zandoná, faz com que o consumidor compre sem ver que não está sendo beneficiado com o desconto. ''Isso é propaganda engonosa. Além disso induz o consumidor a comprar mais do que precisa'', reclamou.
O promotor de Defesa do Consumidor do MP de Curitiba, João Henrique Vilela da Silveira, diz que diante das denúncias quer ter certeza da legalidade das farmácias. Para isso ele pediu a comprovação de que elas funcionam como determina a lei, como, por exemplo, na questão de alvará ou do profissional responsável, e se estão comercializando legalmente. Para isso ele pediu as notas fiscais referentes a compra de medicamentos desde outubro do ano passado. ''Vamos fazer comparação dos preços ofertados com os pagos aos fornecedores para ver se há irregularidade'', explicou o promotor. As farmácias têm 30 dias para entregar a documentação.
''Ontem fomos a uma farmácia que estava anunciando liquidação de medicamentos. Não se pode comprar remédio como se compra banana na quitanda. Virou o mercado persa do medicamento'', afirmou o coordenador do Procon-PR, Algaci Túlio. Ontem os fiscais do órgão visitaram várias farmácias e constataram que muitas delas já tiraram as placas com o anúncio dos descontos. O coordenador do Procon disse que o órgão vai trabalhar principalmente em cima da questão da propaganda enganosa.

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