Procon-PR denuncia postos por cartel
Maigue Gueths
De Curitiba
O Procon-PR e a Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor estão encaminhando esta semana ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) denúncia apresentada pelos consumidores do Paraná de suspeitas de que os postos de combustíveis também estejam cartelizando os preços do álcool para venda ao consumidor. Na última sexta-feira, o órgão já havia apresentado denúncia ao Cade de que as refinarias e distribuidores de álcool estavam atuando em cartel, cobrando todos o mesmo preço.
A informação de que as distribuidoras estão cobrando preços semelhantes, segundo o coordenador do Procon-PR, Tércio Albuquerque, foi confirmada através da coleta de notas fiscais com os postos e fornecedores de combustíveis. De R$ 0,16 o litro do álcool as distribuidoras passaram a cobrar, todas, R$ 0,40.
Agora estamos recebendo muitas reclamações de consumidores denunciando os postos que teriam unificado os preços, diz. Por este motivo, o Procon-PR fez um levantamento de preços, entre os dias 5 e 9 de novembro, em 28 postos de Curitiba. Os resultados desse estudo serão enviados para que o Cade em Brasília defina se houve ou não cartelização.
O levantamento de preços feito pelo Procon-PR em Curitiba, entretanto, não aponta para a cartelização, já que os preços são bem variáveis. O litro de álcool comum mais barato está sendo vendido a R$ 0,599 e o mais caro a R$ 0,818, ou seja, há uma variação de 36%. O preço médio é de R$ 0,759. No caso da gasolina comum o menor preço é de R$ 1,190 e o maior de R$ 1,299, enquanto o preço médio fica em R$ 1,256. O menor preço para a gasolina aditivada é de R$ 1,260 e o maior de R$ 1,490. O valor médio cobrado é de R$ 1,327.





