O Núcleo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Londrina) poderá instaurar processo administrativo contra dois postos da cidade localizados na região central. A medida é uma resposta aos consumidores que apresentaram ao órgão notas fiscais de compra de combustível, em um curto período, com preço baixo e depois com reajuste. ‘‘O preço pode ser aumentado, desde que com justa causa’’, afirma o coordenador do Procon Flávio Caetano de Paula.
  Os dois estabelecimentos foram notificados e o prazo para resposta já expirou mas, devido à greve dos Correios que atrasou a entrega de correspondências, o coordenador vai aguardar mais uns dias para tomar a decisão. As notas apresentadas por consumidores é de compra de álcool com preços de R$ 1,02 e R$ 1,30. As notas fiscais de compra de combustível foram apresentadas após convocação do Ministério Público (MP), que pretende apurar a alta de preços registrada na cidade.
  Segundo o promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, o MP está atuando no setor. No entanto, ele preferiu não adiantar nenhuma medida para ‘‘não armar’’ os empresários do setor. Além disso, ele lembrou que após a operação Medusa 3 (deflagrada em agosto do ano passado e que prendeu 13 pessoas) foram impetradas duas ações: uma criminal e outra civil pública contra os 13 envolvidos. Os dois processos ainda estão em tramitação. (F.M.)

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