A Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Procon) de Londrina encaminhou ontem à Promotoria de Defesa do Consumidor 85 reclamações de consumidores que fizeram contratos de leasing cambial para a compra de veículos. As reclamações foram registradas nos últimos 15 dias, depois da supervalorização do dólar. O promotor de defesa do consumidor Leonir Batisti deve se pronunciar hoje sobre os pedidos. A expectativa é de que a promotoria possa entrar com uma ação civil pública coletiva para garantir um reajuste menor que a variação cambial registrada em janeiro.
‘‘Na atual circustância, os reajustes chegam a cerca de 70%, isto sem dúvida significa um desequilíbrio para uma das partes’’, afirmou ontem à tarde a coordenadora do Procon, Sheila Azzalini de Ângelo. Segundo ela, o Código de Defesa do Consumidor garante a revisão contratual nestes casos. Os contratos de leasing cambial sofreram um reajuste repentino em virtude da desvalorização do real frente ao dólar. Consumidores alegam que não têm como pagar as prestações reajustadas.
Ontem foi o primeiro dia de atividades da coordenadora do Procon de Londrina, depois das férias. Mas nos últimos dias a grande movimentação nos corredores do órgão acabou obrigando os funcionários a despachar e organizar os processos. Segundo informou a coordenadora, independente de uma possível ação da promotoria de defesa do consumidor, o Procon já agendou audiências com as instituições financeiras e montadoras entre 9 e 19 deste mês.
‘‘De qualquer forma esperamos que este esforço resulte em acordo entre as partes’’, afirmou a promotora. Ela explicou ainda que, no caso de não ocorrer um acordo, uma ação coletiva traria vantagens para os consumidores, que ficariam livres dos custos resultantes do trâmite no Judiciário. De acordo com Sheila Azzalini, uma ação individual pode custar inicialmente R$ 600,00, fora os honorários advocatícios.

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