Caso não seja possível fazer pagamentos em caixas eletrônicos, lotéricas ou farmácias, a orientação do Núcleo de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Londrina é que os clientes paguem as contas no primeiro dia útil a partir da abertura dos bancos, sem juros ou multas. O coordenador do órgão municipal, Rodrigo Brum, afirma que as instituições financeiras não podem onerar o cliente somente porque houve fechamento de bancos devido à greve.
Ele diz que quem tiver problemas deve procurar o Procon. "A opção é fazer o pagamento de juros e multas e pedir o ressarcimento em dobro, como manda o Código de Defesa do Consumidor, e até uma indenização", afirma Brum.
Sobre a falta de funcionários para orientação de clientes, como ocorreu ontem em Londrina, o coordenador diz que cada agência deve ter no mínimo uma pessoa pronta a ajudar idosos e pessoas com deficiência. Ele afirma que aqueles que se sentirem lesados também devem procurar o Procon.

Reforma
A agência do Procon em Londrina foi reformada e ganhou novos móveis para atender o público no posto central, na rua Mato Grosso, 299, em frente ao Royal Plaza Shopping. Brum afirma que há tempos o local sofria com o sucateamento da estrutura, mas problemas financeiros da Prefeitura impediram uma reforma. O Banco do Brasil fez uma doação de seis sofás, 47 cadeiras com braço, três balcões de guichê, sete escrivaninhas, sete armários e três balcões para arquivo.
O coordenador conta que a economia foi de até R$ 30 mil. Para o atendimento, também foi feito um convênio com o Centro Universitário Filadélfia (Unifil), que vai remunerar seis estagiários do curso de direito para o Procon. "Até junho, queremos chegar a 30 estagiários e mais quatro funcionários de carreira, que serão remanejados de outras secretarias, dentro de uma política de austeridade fiscal", diz Brum. (F.G.)

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