Procon notifica Itaú e banco resolve o problema
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de abril de 2004
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
A agência do Itaú, que fica na esquina do Calçadão com a Avenida Rio de Janeiro, foi o primeiro banco de Londrina a ser notificado pelo Procon, por descumprimento às normas de atendimento estabelecidas pelo Código de Proteção e Defesa do Consumidor (CPDC) e pelo Estatuto do Idoso. A notificação foi oficializada ontem.
O banco teve 24 horas para adequar seu funcionamento às determinações do estatuto e da lei estadual que determina tempo máximo de espera de 20 minutos nas filas. Ontem mesmo, o banco resolveu o problema estabelecendo um horário especial de atendimento para idosos. A multa no caso de não adequação às solicitações do Procon poderia chegar a R$ 3 milhões.
A ação fiscalizatória do Procon foi realizada em função dos pagamentos dos benefícios aos aposentados, com prazo antecipado pelo governo federal. Hoje, fiscais do Procon deverão visitar a agência do HSBC para verificar o cumprimento das duas leis. De acordo com o Procon, Itaú e HSBC foram os únicos bancos que não participaram da reunião realizada pelo órgão para normatizar as medidas na prática. Outros bancos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Real já têm horário especial de atendimento para os aposentados em Londrina.
A partir deste mês, os pagamentos serão realizados nos cinco primeiros dias úteis. Até então, pessoas com mais de 65 anos tinham seus pagamentos liberados nos 10 primeiros dias úteis. De acordo com o coordenador geral do Procon, Gerson da Silva, a agência notificada atendeu razoavelmente os aposentados. ''Mas me parece que esse atendimento foi possível em detrimento do público geral, que está esperando até 45 minutos na fila'', explicou.
Segundo o coordenador do Procon, a notificação obriga a agência a se adequar às normas do Estatuto do Idoso e do CPDC em 24 horas. Silva disse que a multa só não foi aplicada ao Itaú ontem porque o dia 1º é considerado de pico, e o banco realiza os pagamentos do funcionalismo público do Estado. ''Vamos entender isso como um atenuante'', disse. (Colaborou Giovana Kindlein)


