Maringá O Procon de Maringá está investigando a prática de venda casada de seguro em financiamentos habitacionais. Conforme um pré-levantamento feito pelo órgão, os bancos que fazem financiamentos habitacionais não estariam dando oportunidade, ao futuro mutuário, de optar pela seguradora que deverá oferecer seguro por dano contra o imóvel.
De acordo com o chefe do Procon Maringá, Adilson Coutinho, a reclamação contra este tipo de prática vem aumentando nos últimos meses. Em função das denúncias, o Procon já iniciou a investigação, mas pretende ainda ouvir a defesa dos bancos. Conforme Coutinho, o resolução do Banco Central 3.005, de 30 de julho de 2002 autoriza a contratação de seguro nesse tipo de operação, mas não impõe que a seguradora seja do mesmo banco. Ainda conforme Coutinho, o Procon encontrou variações de até 100% no valor dos seguros de uma empresa para outra.
''O mutuário tem que ter a chance de escolher pela seguradora que cobra menos pelo seguro e jamais ser obrigado a optar pela seguradora do mesmo banco que faz o financiamento do imóvel, cujo o valor do seguro é bem mais elevado'', argumenta.
O Procon de Maringá também está orientando os inquilinos de apartamentos e condomínios horizontais a negociarem o pagamento do seguro contra incêndio do imóvel. Segundo Coutinho, o inquilino que mora em apartamentos ou em condomínios residenciais, já paga o seguro contra incêndio do imóvel por exigência da Lei de Condomínios, e por isso não pode ser responsável pelo pagamento do mesmo seguro cobrado pela imobiliária. ''Quando isso ocorre, o inquilino está pagando duas vezes o mesmo encargo'', diz Coutinho. Segundo ele, mesmo na locação de uma casa, o inquilino pode negociar o pagamento do seguro do imóvel. Quando há especificado no contrato que o inquilino é responsável pelo encargo, a cobrança é regular. Caso contrário, é o locador que tem que pagar a taxa de seguro.
Conforme Coutinho, embora seja uma prática comum em Maringá e na maioria das cidades do Paraná, a cobrança do seguro de imóveis está se tornando uma campeã em reclamações. ''Com a queda do poder aquisitivo das pessoas, todo mundo está revendo os gastos e tentando cortar tudo o que for possível para conseguir cumprir os compromissos. Com isso os contratos estão sendo reavaliados pelas pessoas e todo pagamento de taxa é questionado'', analisa.

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