Procon inicia ofensiva contra gasolina adulterada
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terça-feira, 04 de fevereiro de 2003
Rosana Félix<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A Coordenadoria Estadual de Defesa e Proteção do Consumidor do Paraná (Procon-PR) iniciou uma ofensiva para coibir a venda de combustíveis adulterados. Ontem, uma equipe de fiscalização do órgão utilizou um laboratório-móvel para analisar a gasolina vendida em postos de Curitiba. O órgão também iniciou outra pesquisa de preços dos combustíveis.
De acordo com o coordenador do Procon, Algaci Túlio, muitos consumidores estão reclamando da qualidade dos combustíveis no Paraná. Ele disse que a intenção do órgão é expandir a fiscalização para todo o Estado, mas isso ainda depende de mais pessoal. ''Ainda não há equipe suficiente, mas estamos trabalhando para reverter isso'', relatou. Segundo ele, o Ministério Público (MP) estadual requisitou o laboratório-móvel para fazer análises em Campo Mourão, devido ao grande número de denúncias na cidade. ''Ontem foi apenas o início de uma série de várias operações'', explicou.
O posto que apresentou qualidade insatisfatória vendia gasolina com octanagem superior aos 87% permitidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Exames complementares serão feitos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Se o resultado for positivo o posto será multado. Outro posto, de bandeira branca, foi autuado por não informar o nome da distribuidora em que adquiriu o combustível. Segundo Túlio, é muito importante o consumidor pedir a nota fiscal para poder reclamar se houver alguma irregularidade.
O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis) apóia a fiscalização. ''Apenas com policiamento é possível impedir esse crime'', afirmou o presidente da entidade, Roberto Fregonese. Em comparação com outros estados, o índice de adulteração no Paraná não é muito alto: 4,2% na gasolina, para uma média nacional de 6%; e de 3% no álcool, para um índice nacional de 9,9%. Os dados são da ANP, referentes a dezembro.
O Procon também iniciou uma nova pesquisa de combustíveis para verificar o impacto do aumento ocorrido no sábado passado. De acordo com Fregonese, os aumentos praticados pelas distribuidoras foram maiores do que o esperado. A gasolina subiu de 4,7% a 5,2%, o que representa cerca de R$ 0,10 por litro, e o álcool, 13,8% de sexta-feira até ontem, o que dá quase R$ 0,17 de aumento por litro, informou ele. Os menores preços para a gasolina e o álcool ontem em Curitiba foram de R$ 2,23 e R$ 1,32, respectivamente. Os preços mais altos atingiram R$ 2,39 para a gasolina e R$ 1,59 para o álcool.


