O Procon voltou a encontrar irregularidades em mais dois supermercados de Londrina no segundo dia da operação "Dia dos Namorados", que teve início na última quarta-feira. Desta vez os fiscais encontraram 110 produtos à venda com prazo de validade expirado na loja da rede Mercadorama. De acordo com o coordenador do Procon da cidade, Rodrigo Brum, desse total, cem itens eram de carne de peixe congelada. "O restante eram itens generalizados. Pelo que os fiscais me passaram, esse número de produtos vencidos foi um recorde em comparação com outras fiscalizações", declarou Brum.
A operação também identificou vários produtos com diferença de preço entre a gôndola e o caixa. De uma amostra de 60 itens, 18 apresentaram a irregularidade. Ainda foram detectados produtos nas gôndolas sem o preço e a falta do Código de Defesa do Consumidor acessível aos clientes. Devido ao número alto de inconformidades, Brum afirma que o Procon deverá intensificar as fiscalizações no supermercado.
Além do Mercadorama, a fiscalização percorreu os corredores do supermercado Condor, onde foram encontrados três produtos fora do prazo de validade e um item com preços diferentes entre o caixa e a gôndola.
As empresas, que receberam um termo de fiscalização, serão autuadas e têm dez dias para apresentar defesa.
Por meio de nota a assessoria de imprensa do Mercadorama informou que a empresa abriu uma investigação interna para apurar as causas das autuações e que os problemas "não condizem com os padrões operacionais da rede".
A rede ainda afirma que os itens com prazo de validade expirado foram retirados da gôndola e que está atendendo às recomendações dos fiscais fazendo as correções necessárias.
Já a assessoria do Condor questionou as informações que o Procon passou à reportagem da Folha, negando a presença de produtos fora da validade. O Supermercado destacou que as diferenças entre preços da gôndola e caixa estavam a favor do consumidor, mas admitiu a presença de produtos sem preços, justificando que os mesmos podem ser consultados em terminais eletrônicos.
A nota ainda afirma que a fiscalização apontou a falta de informações sobre fornecedores no açougue, mas que isso constava junto aos produtos.
O texto finaliza afirmando que "foram apontadas apenas estas irregularidades de pouca relevância, que não causam danos ao consumidor".

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