Londrina - Os agentes do Núcleo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Londrina (Procon) fiscalizarão o funcionamento das agências bancárias durante a greve dos funcionários, marcada para começar terça-feira, para garantir a prestação de serviços essenciais. Os caixas eletrônicos precisam estar abastecidos com cédulas e envelopes para depósitos, com segurança aos clientes e com auxílio para idosos, gestantes e pessoas portadoras de deficiência, sob risco de multa que varia de acordo com o faturamento da instituição financeira.

As agências ainda abrem amanhã em Londrina, data em que ainda será possível usar o atendimento na boca do caixa. O coordenador executivo do Procon, Rodrigo Brum, sugere aos clientes que prefiram o pagamento de boletos, por exemplo, em lotéricas, supermercados ou em outros agentes autorizados, para evitar filas. "Se o consumidor puder evitar o caixa eletrônico, melhor, mas isso não tira a responsabilidade dos bancos de fornecer os serviços essenciais nas agências", diz.

Em caso de contas atrasadas, que só possam ser pagas em uma instituição financeira na qual a pessoa não tenha conta, o coordenador do Procon afirma que é preciso entrar em contato com a empresa que emitiu o boleto, negociar o reenvio de um novo boleto, ou informar que está impossibilitado de pagar a dívida e anotar o protocolo, para evitar o pagamento de multa. Caso contrário, a pessoa deve procurar o órgão de defesa do consumidor.

Diretor do Sindicato dos Bancários de Londrina, Joseph Sônego considera que ao menos metade dos 2,5 mil trabalhadores da categoria cruzem os braços já no primeiro dia de paralisação. Ele afirma que, historicamente, as agências mais centrais das 26 cidades da base da entidade são as primeiras que fecham as portas.

No entanto, em respeito aos clientes, diz que o sindicato sempre negocia com as entidades patronais para que o atendimento a idosos não seja prejudicado, principalmente nos dias de pagamento. "No começo do mês existe uma agenda de pagamento para aposentados e vamos conversar com os bancos para que o serviço seja funcional", diz. Sônego considera que não costuma ocorrer problemas em caixas eletrônicos no início de greves, mas que, em campanhas salariais prolongadas, a situação fica mais complicada.

NEGOCIAÇÃO

Os bancários pedem reajuste de 16%, que inclui reposição da inflação de 9,8% mais 5,7% de aumento real. Ainda, reivindicam participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários, mais parcela fixa de R$ 7.246,82. O piso inicial ficaria assim em R$ 3.299,66.

Por meio da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a proposta patronal foi de 5,5% nos salários e na PLR, mais abono único de R$ 2,5 mil.

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