Procon fiscaliza filas em bancos
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quinta-feira, 03 de janeiro de 2002
Rosana Félix 
Curitiba Fiscais do Procon realizaram ontem blitz em dez agências bancárias de Curitiba para verificar o tempo que os clientes estavam esperando nas filas. Apenas uma agência, do Banco Itaú, foi notificada. Nesse local, o tempo médio de espera era de 40 a 60 minutos. O Procon utilizou o prazo de espera determinado pela lei municipal nº 10.823, de até 20 minutos em dias normais e 30 minutos em vésperas ou após feriados, para fazer a fiscalização.
O departamento jurídico do Procon vai fixar o valor da multa à agência da Rua das Flores do banco, no centro da cidade. A partir da autuação, a instituição terá dez dias para apresentar a defesa. De acordo com o coordenador do Procon, Naim Akel Filho, a multa deverá ser alta em função do grande número de clientes prejudicados pela demora no atendimento. O banco também foi notificado por discriminar os correntistas. Há um caixa especial para o cliente estrela, onde o atendimento era feito em cinco minutos.
O aposentado Ari Romão disse que ficou 40 minutos esperando pelo atendimento. Isso porque eu estava no caixa preferencial para idosos, disse. Para ele, depois que houve a unificação das agências do Banestado com as do Itaú, o atendimento ficou muito ruim. A operadora de caixa Rejane Braga teve que desistir de pagar uma conta. Já fiquei aqui uns 40 minutos e não posso mais esperar porque tenho que pegar meu nenê na creche. Vou ter que atrasar a conta, não tem jeito, reclamou.
De acordo com o superintendente da Secretaria Municipal de Urbanismo, Luiz Fernando de Souza Jamur, a prefeitura pretende formalizar um convênio com o Procon para fiscalizar o tempo de espera nas filas em bancos. Mesmo antes disso, qualquer notificação que o Procon fizer vai contar para nós, afirmou. A lei nº 10.823 prevê multas entre R$ 250,00 a R$ 500,00 e cassação do alvará se uma agência cometer a infração pela sexta vez.
O diretor de Relações Institucionais do Itaú, Aldous Galletti, disse que é normal o grande fluxo de clientes em dias após feriados, e que mesmo com a disponibilização de mais equipamentos e funcionários o atendimento fica prejudicado. O banco tem todo o interesse em atender o cliente de forma rápida, e uma lei é até desnecessária, avaliou.
Sobre o atendimento diferenciado, ele disse que apenas pessoas que são clientes há muito tempo e com grande movimentação financeira têm atendimento diferenciado e o resto dos clientes recebe o mesmo tratamento que os não-correntistas. Galletti disse que a mudança do Banestado para Itaú foi feita a pedido dos próprios correntistas, e que a demora no atendimento ocorre apenas na transição do sistema.


