A Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Londrina realizou ontem pela manhã uma fiscalização em 25 postos de combustíveis da cidade. O preço mais baixo praticado nas bombas de gasolina correspondia a R$ 1,45 por litro. No começo da tarde, entretanto, alguns estabelecimentos reduziram o valor a R$ 1,41, caso dos postos Carajás e Esperança.
Para o coordenador do Procon em Londrina, Tito Valle, o consumidor deve pesquisar cuidadosamente antes de abastecer seu veículo: ‘‘Encontramos 12 postos vendendo gasolina a R$ 1,45. O valor mais alto era de R$ 1,54, o que equivale a uma variação de 6,2%. No caso do álcool, o caso é mais grave. Os preços oscilam entre R$ 0,75 e R$ 0,93. Enquanto os preços não caem, recomenda-se uma boa pesquisa’’.
Valle não sabe ainda porque o litro da gasolina em Londrina está na casa dos R$ 1,40, já que cidades como São José do Rio Preto (R$ 1,27), Florianópolis (R$ 1,29), Curitiba e Apucarana (R$ 1,39) estão com preços bem mais baixos: ‘‘Não há explicação para essas diferenças’’, resume.
Além das distribuidoras, os principais culpados pelo alto preço dos combustíveis seriam os governos federais e estaduais: ‘‘O governo estadual estabeleceu um valor de substituição tributária de R$ 1,78, o que está bem acima da média do preço médio praticado no Paraná, que é de R$ 1,50. Se eles baixassem esse valor para R$ 1,50; ou reduzissem as alíquotas de ICMS sobre a gasolina de 26% para 15%, o consumidor poderia pagar até R$ 1,30’’, avalia. ‘‘Já o governo federal deveria voltar a impor limite de preços aos donos de postos.’’
A partir dessa primeira blitz do ano, o Procon deve realizar quinzenalmente fiscalizações nos cerca de 160 postos de Londrina: ‘‘Pretendemos divulgar a lista dos postos com os preços em nosso endereço na internet’’, promete Valle. Os interessados poderão encontrar essa pesquisa apenas na próxima semana, no endereço: www.londrina.pr.gov.br/procon

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