Procon e UFPR vão investigar adulteração
Dimitri do Valle
De Curitiba
A Secretaria de Defesa do Consumidor e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) vão atuar de forma conjunta para monitorar a presença de combustível adulterado nos postos do Estado. Um convênio foi assinado ontem à tarde para intensificar a fiscalização nos estabecimentos. O governo entrará com os fiscais do Procon e do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e a universidade providenciará a análise das amostras em seus laboratórios do Departamento de Química.
O coordenador do Procon no Paraná, Tércio Alves de Albuquerque, informa que a fiscalização começa na próxima semana nos postos da Região Metropolitana de Curitiba, mas também se estenderá ao interior. O convênio surgiu da necessidade de se tentar reverter uma posição negativa no mercado. Segundo o secretário de Defesa do Consumidor, Sérgio Spada, o Paraná é o Estado que mais consome combustível adulterado no País seguido de São Paulo, que ocupava até o ano passado o primeiro lugar no ranking. Cerca de 30% do combustível consumido hoje no Paraná tem problemas de adulteração, revelou Spada.
Numa análise preliminar feita há duas semanas nas amostras coletadas em 20 postos da RMC, os técnicos do Departamento de Química da UFPR detectaram problemas de adulteração de combustível em 16 estabelecimentos. A presença de solvente foi a mais corriqueira. O químico causa poluição, destrói o motor e não obriga o adulterador a pagar imposto pela compra do produto. De acordo com o secretário Sérgio Spada, o Paraná perde cerca de R$ 4 milhões por mês com a sonegação gerada pelo uso do solvente na gasolina.
O coordenador do Procon, Tércio Alves de Alquerque, diz que os postos flagrados poderão até ser fechados. A Secretaria de Defesa do Consumidor deverá receber nos próximos meses duas unidades móveis equipadas com laboratórios que vão analisar as amostras assim que elas forem colhidas. Dependendo do resultado do exame, a fiscalização terá condições de autuar os donos dos postos com mais rapidez. Os técnicos do Ipem e do Procon realizarão inspeções de rotina nos postos. A população poderá denunciar os pontos que estiverem comercializando combustível irregular através do telefone 0800 41 1512.





