Procon denuncia 'cartel do gás'
Sid Sauer
De Campo Mourão
O secretário executivo da Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Procon) de Campo Mourão, Valter Velozo, anunciou ontem que vai levar ao Ministério Público e à 16ª Subdivisão Policial a denúncia de que revendedores de gás de cozinha da cidade estariam mantendo cartel. No meu entendimento está havendo cartelização dos preços, frisa Velozo. O órgão pesquisou preços em 12 empresas, e descobriu que 11 vendem o botijão de 13 quilos a R$ 15,50.
Apenas um revendedor mantém um preço um pouco mais baixo, a R$ 15,00, conta o secretário do Procon. Velozo disse que durante a pesquisa ouviu revendedores reclamando que os preços estão baixos e que os valores de revenda seriam impostos pelas distribuidoras. De acordo com ele, o caso chegou até o Procon com a reclamação de consumidores que se assustaram quando os preços saltaram de R$ 8,00 para os R$ 15,50 de uma vez.
Ao fazer a pesquisa, Velozo constatou que os preços chegaram a cair a R$ 7,90 durante um período de 51 dias, devido a uma nova distribuidora que chegou à cidade oferecendo gás mais barato. O botijão, que já estava sendo vendido a R$ 13,00 em maio, caiu para R$ 8,00 por quase dois meses e agora foi para R$ 15,50, explica Velozo. A pesquisa do Procon consultou preços apenas nos revendedores maiores, que trabalham exclusivamente com o gás.
Em novembro do ano passado, o Procon denunciou a existência de cartel nos postos de gasolina de Campo Mourão e os preços acabaram se diferenciando pouco tempo depois. A denúncia motivou a abertura de um inquérito policial na 16ª SDP que ainda não foi concluído. No caso do gás, no entanto, os revendedores negam a existência de cartel. O Procon está equivocado, diz Antônio Devanir Rosolen, dono de uma revendedora na saída para Maringá.
Segundo Rosolen, a diferença de preços poderia existir apenas na casa dos centavos, mas isso dificultaria o troco. Optamos pelo bom senso, uma vez que R$ 15,00 seria pouco e R$ 16,00 seria muito, conta o empresário. Ninguém está lesando o consumidor. Rosolen afirma que os preços são maiores em outras cidades e não há reclamação. Se passarmos a vender o gás abaixo desse preço, vamos quebrar, ressalta, lembrando que deve haver novo reajuste amanhã.





