Marcos NegriniCusto altoNos postos de Maringá, a gasolina está custando entre R$ 1,03 e R$ 1,05: consumidores reclamamMarccio W. Varella
O Procon de Maringá vai questionar a Associação Nacional de Petróleo (ANP), através do Ministério da Justiça, sobre a falta de fiscalização nos preços dos combustíveis vendidos ao consumidor na cidade. O Procon está recebendo uma média de 15 reclamações diárias sobre o preço do combustível, que estaria mais caro em relação a outras cidades da região. Em Londrina, por exemplo, na quinta-feira da semana passada, a gasolina estava sendo vendida a R$ 0,75, segundo o Procon. Em Maringá, no mesmo dia, a gasolina custava entre R$ 0,99 e R$ 1,08. Por causa disso, o Procon fez uma auditoria nos 56 postos de Maringá para avaliar se está havendo ou não cartelização de preços do combustível na cidade.
A pesquisa de preços, concluída ontem, mostrou que Maringá tem a gasolina mais cara do Paraná, segundo o diretor do Procon, Daniel Campos. Ontem, os postos da cidade estavam vendendo o litro do combustível entre R$ 1,030 e R$ 1,059, com variação de 7%.
Outra irregularidade foi detectada nos postos que vendem gasolina a prazo e à vista. ‘‘Para ser honesto, o frentista tem que dizer ao freguês qual é a bomba que abastece a prazo e a que abastece à vista. Caso contrário, o consumidor poderá ser enganado. Por isso vamos notificar os postos que não estão orientando direito’’.
O diretor do Procon vai enviar ao Secretário Estadual de Defesa do Consumidor Sérgio Spada relatório pedindo ajuda dos governos estadual e federal. ‘‘Eu não aguento mais receber tanta reclamação. Quem deveria fiscalizar os preços seria a ANP. Por isso vamos questionar o CADE, do Ministério da Justiça, sobre esse não cumprimento do dever por parte da ANP’’, afirmou.
Os diretores do Sindcombustível de Maringá Vítor Camargo e Luís Carlos Aristo desmentiram a possibilidade de cartelização de preços. ‘‘Os preços são livres. Se nas outras cidades o combustível está barato é porque está havendo alguma coisa estranha. Não podemos acusar, mas podemos deixar no ar a probabilidade de estar havendo adulteração do produto nessas cidades onde a gasolina está mais barata’’.

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