Procon de Maringá exige etiquetas em produtos
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2003
Marta Medeiros<br> Equipe da Folha 
Maringá - O Procon de Maringá começou a notificar os supermercados de pequeno e médio porte para o uso de etiqueta em cada produto exposto nas prateleiras. A notificação estabelece um prazo de 30 dias e tem o objetivo de exigir o cumprimento de uma lei municipal aprovada no ano passado pela Câmara de Vereadores. Para o órgão de defesa do consumidor, a exibição do preço só na prateleira e não por meio de etiqueta na mercadoria induz o cliente a erro na hora da compra.
Conforme o Procon, são em média 40 queixas por mês de consumidores que reclamam da diferença de preços entre a prateleira e o registro no caixa. Além do prazo, as notificações informam os gerentes dos supermercados que o não cumprimento da lei gera multa administrativa em valores que variam de R$ 250,00 a R$ 3 milhões. O coordenador do Procon, Adilson Reina Coutinho, disse que o órgão vai ser rigoroso na exigência do cumprimento da lei.
Para o diretor-presidente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras) na região Noroeste, Carlos Alberto Tavares Cardoso, a lei vai causar problemas para o setor por causa do aumento de custos em razão da aquisição de máquinas e etiquetas. Segundo Cardoso, estudos do setor demostram que a etiquetagem onera de 1% a 2% o custo total da empresa. ''É um problema diante do nosso trabalho para redução de custos, concorrência e busca de melhores preços ao consumidor'', afirmou.
Cardoso disse que a lei vai prejudicar a agilidade das promoções que geralmente são de um ou dois dias. ''É todo um trabalho para retirar a etiqueta de cada produto e colocá-la com o preço promocional e depois voltar o preço normal'', comentou.


