Nos primeiros seis meses do ano foram formalizadas 3,3 mil reclamações no Procon de Londrina. A área com maior concentração foi a de serviços, com 1,5 mil registros. Entre consultas, orientações ou mediações, o órgão de defesa do consumidor local recebeu 39,5 mil solicitações, sendo a maioria por telefone. O balanço dos atendimentos do semestre foi divulgado ontem pelo Procon.
Entre as reclamações, 39,56% das demandas se concentraram no setor de telefonia, sendo 376 da móvel e 223 da fixa. Também houve 223 reclamações (14,60% do total) por serviços de TV por assinatura. Registros de segmentos diversos totalizaram 45,84%.
A segunda área com maior número de insatisfações foi a de produtos, com 954 reclamações. Produtos de informática representaram o maior número, com 11,64%, seguido de aparelhos de televisão com 9,22% e equipamentos telefônicos, 8,49%. Outros 70,65% foram reclamações de produtos diversificados.
A área de assuntos financeiros também gerou muitas reclamações no primeiro semestre em Londrina, um total de 753. A maioria, 34,26%, esteve relacionada aos cartões de crédito e 30,41% a financeiras. Os bancos geraram 21,25% das demandas da área, enquanto que 14,08% foram de outros assuntos.
O coordenador do Procon de Londrina, Rodrigo Brum, admite que os números são altos e preocupantes, mas destaca que do total de reclamações, 880 foram completamente resolvidas e 568 estão "na gerência de fiscalização, para avaliação de autuação, representando um índice de resolução parcial de 60,77%".
Ele avisa que nas áreas com maior demanda, as fiscalizações serão intensificadas e as punições para as empresas que insistirem em não resolver as demandas de seus clientes podem ser agravadas. "Uma das coisas que tem que ter em mente é que o Procon não é o SAC das empresas. Em vez de melhorar o serviço, muitas preferem jogar isso para o Procon e manter um SAC ruim. Isso se resolve com punição e adoção de medidas mais graves", afirma Brum, que também orienta o consumidor a sempre tentar primeiro resolver sua insatisfação direto com a empresa e somente depois procurar o Procon.

Atendimento
Analisando os resultados do Procon de anos anteriores nota-se uma redução gradativa no número de reclamações. Em 2009, por exemplo, foram 11,1 mil reclamações e no ano seguinte 9,7 mil. Em 2011, o órgão teve 8,5 mil reclamações e fechou o ano passado com 7,8 mil. Brum afirma que não há como dizer que motivos levaram à redução, mas aponta para uma hipótese: a demora no atendimento do próprio Procon, que não tinha estrutura suficiente para atender o público.
Segundo ele, o problema vem sendo solucionado desde o início do ano com a contratação de mais estagiários da área de Direito para o atendimento ao público. "No começo do ano tínhamos apenas cinco estagiários e a espera podia chegar a quatro horas. Agora é de 30 minutos, já que temos 23 estagiários, sendo 13 do Procon e o restante por convênio com a Unifil. Além da questão do tempo, agora os nove servidores que também tinham que atender podem se dedicar às suas funções administrativas ou de fiscalização. Ainda deveremos contratar mais cinco estagiários", afirma o coordenador.

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