Imagem ilustrativa da imagem Procon de Londrina realiza mutirão para renegociação de dívidas



Começa nesta segunda-feira (15) e segue até o dia 19 de outubro o Mutirão de Renegociação de Dívidas do Procon-LD (Núcleo de Proteção e Defesa do Consumidor de Londrina), em parceria com a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos). Os atendimentos serão voltados aos consumidores que estão em situação de inadimplência com os bancos do Brasil, Bradesco, BGN, BMG, BV Financeira, Carrefour, Citibank, Caixa, Daycoval, HSBC, Itaú, Mercantil, Pan, Safra e Santander.

O órgão mudou a forma do serviço. O atendimento será feito pelos funcionários do órgão. "No último mutirão houve filas e demora no atendimento. Por isso, decidi que este ano, ao invés dos funcionários dos bancos, o atendimento será feito pelo Procon", explicou Gustavo Richa, coordenador do órgão.

Os consumidores preencherão um questionário com dados pessoais e familiares, a situação da dívida, para quem está devendo, o valor do débito, a situação junto aos órgãos de proteção ao crédito (Serasa, SCP, Cadin) e quanto pode pagar. O Procon fará a intermediação da negociação junto à instituição financeira. "A intenção é agilizar a conciliação. Os bancos terão dez dias úteis para responder a proposta", afirmou Richa.

As entidades darão um parecer positivo ou não em relação ao questionário encaminhado e, dependendo do caso, a negociação poderá diminuir em até 90% o valor da dívida. "Se a proposta for aceita pelo consumidor, o banco enviará um e-mail com as informações sobre as condições de aceitação do acordo, caso contrário, será respondido ao Procon e ao consumidor o motivo da não aceitação da proposta, seja por qualquer uma das partes", destacou o coordenador.

O formulário pode ser baixado pelo link: http://www.londrina.pr.gov.br/ (acesso fácil, órgãos públicos, Procon-LD). Os atendimentos do órgão funcionam de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas, com retirada de senhas até as 13 horas.

O coordenador orienta que os consumidores façam um planejamento financeiro de como poderão pagar as dívidas. "É importante que ele saiba quanto pode pagar e assumir o compromisso de pagamento com responsabilidade. Fiz essa parceria com a Febraban para que o consumidor possa limpar o nome", enfatizou Richa.

PAGAMENTO
O economista Márcio Massaro, coordenador do curso de Administração da Faccar (Faculdade Paranaense) de Rolândia, comentou que o consumidor não deve ter medo de negociar e que o ponto de partida é "se colocar perante o credor na situação de alguém que não pode pagar".

"Às vezes, ele deixa a dívida crescer por medo de ir negociar. Você precisa dizer ao gerente do banco ou da loja: tenho a dívida, quero pagar, mas não tenho como. O banco sempre terá uma proposta", afirmou Massaro.

O economista lembra que o consumidor pode fazer a portabilidade da dívida e conseguir juros mais acessíveis. A transação é simples mas, segundo Massaro, não é muito utilizada. Ele orienta a verificar a situação da taxa de juro do mercado, antes de fazer a portabilidade.

DÍVIDAS BANCÁRIAS
O volume de consumidores com contas em atraso segue elevado em todo o País. Em setembro aumentou em 3,9% a quantidade de novos inadimplentes na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do Serviço de Proteção ao Crédito.

Os dados das pendências por setor credor revelam que as dívidas bancárias - cartão de crédito, cheque especial e empréstimos - apresentaram a alta mais expressiva em setembro: 8,5% na comparação com o mesmo mês de 2017. Quanto à participação, 52,7% dos compromissos financeiros não quitados foram contraídos em bancos ou financeiras.

Massaro aconselha utilizar o 13º salário para a quitação dos débitos. "É a oportunidade de chegar diante da instituição, negociar e saldar uma dívida cara. Sem esquecer de buscar um desconto para o pagamento à vista", ensinou o economista.

mockup