Procon continua de olho nas agências bancárias
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quarta-feira, 23 de março de 2011
Aline Vilalva <br> Reportagem Local 
Além de apertar o cerco às 23 agências já autuadas para verificar a regularização das infrações constatadas, o Procon vai manter a fiscalização nas outras unidades, mesmo após ter encerrado a ''Operação Bancos'', na terça-feira. O coordenador do Procon, Carlos Neves Júnior, avisa que as fiscalizações podem acontecer a qualquer momento.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, Wanderley Crivellari, considerou a operação ''muito bem-vinda'' por estimular os bancos a cumprirem as leis e fazer com que os serviços sejam oferecidos com mais segurança e qualidade. Segundo ele, o sindicato sempre cobra que os bancos sejam autuados com multas severas, visto que valores baixos são insignificantes para as empresas bancárias que têm lucros milionários e, por isso, acabam não se adequando à lei. ''As agências só descumprem as leis porque ainda não sentiram o peso de uma multa ou interdição do espaço'', avaliou.
Crivellari atentou que todas as partes (população, usuários, clientes e bancários que, inclusive são sobrecarregados para atender a demanda) sofrem com o decumprimento da lei. O resultado disso é o tempo excessivo de espera na fila. Estender o horário de atendimento das agências das 9 às 17 horas, com duas turmas de trabalho, é uma alternativa pleiteada pelo sindicato para solucionar esse problema.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) assegurou à FOLHA, por meio de sua assessoria, que realiza constante trabalho junto aos associados visando reduzir o tempo de espera para atendimento nas agências. Por iniciativa própria, a maioria dos bancos possui esquemas para agilizar o atendimento nos dias de maior movimento e diminuir o tempo de espera.
Como parte de seu programa de autorregulação, em 2009 a Febraban instituiu que nos municípios em que não houver leis de tempo de atendimento, o prazo máximo deve ser de 30 minutos em dias normais e 40 em dias de pico. Em 2010, esse tempo caiu para 20 minutos em dias normais e 30 em dias de pico. Pesquisas realizadas pelo Instituto DFk para levantar os resultados dessa iniciativa, em 2006 e 2009, com mais de oito mil pessoas, em diversas capitais do País, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, revelou queda no tempo de espera naquele período.
O percentual de clientes que levou até 15 minutos para ser atendido - tempo máximo estabelecido pela maioria das leis - aumentou de 55% (2006) para 63% (2009). E a participação do número de clientes que levou mais de 40 minutos para ser atendido diminuiu de 18% (2006) para 15% (2009).
Com relação à disposição de bebedouros e sanitários, exigidos pela lei municipal 13.400/2001, a Febraban esclareceu que as instituições financeiras deverão cumprir a legislação desde que haja espaço físico, autorização do locador no caso de imóvel locado e não haja restrições legais, como imóvel tombado, por exemplo.
Financeiras
Devido ao grande número de reclamações registrado no Procon, o órgão estuda a possibilidade de visitar as financeiras que oferecem empréstimos a idosos. ''É uma necessidade porque muitas unidades estão agindo de má fé com o público de mais idade'', criticou Neves Júnior.


