Procon autua organização do Filo e Via Ingressos
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
João Fortes<br>Reportagem Local 
O Procon de Londrina autuou ontem a organização do Festival Internacional de Londrina (Filo) e a empresa responsável pela venda de ingressos para o evento pela internet, a Via Ingressos. O motivo é a cobrança de uma taxa extra de 15% para a comercialização on-line dos ingressos, que segundo o coordenador do órgão na cidade, Rodrigo Brum, viola normas do Código de Defesa do Consumidor. "Todo custo operacional deve estar incluso no preço do convite. A taxa poderia ser cobrada se houvesse algum benefício a mais para o consumidor, como a entrega do ingresso, por exemplo", explica o coordenador.
O assunto já havia sido discutido durante uma reunião entre o Procon e a organização do Filo, no último dia 15, na qual, segundo Brum, "ficou combinado o fim da cobrança e a devolução de valores aos consumidores que já haviam comprado ingressos".
Já o diretor do Filo, Luiz Bertipaglia, que recebeu a autuação ontem à tarde, afirma que durante a reunião o Procon recomendou o fim da cobrança, mas o departamento jurídico da Via Ingressos entendeu que a taxa não é abusiva. "A gente seguiu a orientação deles (Via Ingressos). Agora vamos conversar com a empresa para resolver essa situação e expor nossa defesa", afirma o diretor do festival.
A autuação da Via Ingressos foi enviada pelo Procon por meio do correio, já que a empresa está sediada em Curitiba. Entrevistado pela reportagem da FOLHA, o proprietário Ricardo Valetta declarou que ainda não havia recebido a documentação, mas defendeu a cobrança da taxa. "Ela engloba custos como das bandeiras de cartão de crédito e não é um lucro nosso. A pessoa não é obrigada a comprar pelo site, pode procurar a bilheteria física, mas pela internet é uma facilidade. Além disso, esse tipo de taxa é cobrada em qualquer outro segmento", respondeu Valetta.
Rodrigo Brum lembra que o fato de outras empresas trabalharem dessa forma, não justifica a cobrança da taxa. Ele ainda explica que a partir do recebimento da autuação, há um prazo de dez dias para defesa. Dependendo da justificativa o Procon pode exigir a devolução dos valores aos consumidores e até mesmo aplicar multa.


