O Núcleo de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), de Londrina, intensificará a fiscalização nos postos de combustíveis na próxima semana. A intenção é averiguar, principalmente, o preço e a procedência do produto comercializado nos estabelecimentos. Para isso, serão requisitadas as notas de compra dos últimos três meses e o livro de movimentação de combustível. ''Além do respeito a outras exigências legais como, por exemplo, a atualização e visibilidade da tabela de preços'', explicou Gerson da Silva que é coordenador municipal do Procon.
A decisão é resultado de uma 'batida' realizada, ontem, num posto da Avenida Saul Elkind (zona norte) que foi denunciado por um taxista. De acordo com Silva, o motorista apresentou notas que comprovavam duas alterações no preço do álcool em maio. No início do mês, o litro do combustível era vendido a R$ 0,76; depois do dia 20, passou a R$ 0,87 e, no dia 28, chegou a R$ 0,99. ''E o pior é que não havia preço algum para o álcool na tabela'', completou. A consequência foi uma autuação que será definida nos próximos 10 dias que é o prazo oferecido ao proprietário para sua defesa e também para entrega das notas de compra e do livro de movimentação de combustível. ''Nosso objetivo é saber se, realmente, houve abuso ou não. Segundo consta, o governo autorizou apenas um reajuste para o álcool no final do mês passado'', concluiu o coordenador do Procon.

mockup