Procon alerta que consumidor não pode ser prejudicado
Curitiba - O consumidor não pode ser prejudicado com a paralisação dos vigilantes. A afirmação é da diretora do Procon-PR, Claudia Silvano. Ela esclareceu que questões entre empregados e empregadores e ainda bancos e prestadores de serviços não devem resultar em prejuízos aos consumidores.
Segundo Claudia, se o consumidor tiver um pagamento que só possa ser realizado na "boca do caixa" deve entrar em contato com o credor para negociar outra forma de acerto ou mesmo a prorrogação do prazo. Caso o consumidor tenha alguma situação que não consiga resolver ou seja prejudicado, deve procurar os órgãos de defesa do consumidor.
Ela lembrou ainda que existem outras opções para pagamento de contas como a internet, lotéricas, farmácias, supermercados, entre outros.
Consumidores ouvidos pela FOLHA já estavam preocupados ontem com o início da greve. O caldeireiro Edson Peplov lembrou que a paralisação vai acontecer na semana de pagamento dos salários. Ele acredita que terá problemas para sacar dinheiro nos caixas automáticos, já que nestes locais há limites diários para retiradas.
Segundo o proprietário de hotel Alberto Bonatto Junior, a empresa dele deve ser afetada com pagamentos e depósitos. "Há transações que não dão para ser feitas pela internet. A greve é importante para quem faz, mas para o consumidor é ruim", comentou.
"A greve é bem complicada para o consumidor", disse a advogada Isabel Mendes Paredes. Ela contou que ontem teve um problema com o seguro do carro que só podia ser resolvido na agência bancária. Ela também teme pela falta de segurança, que pode ocorrer nos bancos com a greve dos vigilantes. (A.B.)





