Processos dos mutuários do PR não devem ser alterados
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quarta-feira, 17 de março de 1999
Marco Antonio Assef Especial para a Folha 
A falência da Encol não vai alterar o andamento dos processos que os mutuários da empresa em Curitiba, litoral paranense e Joinville mantêm na Justiça. De acordo com o vice-presidente da associação dos mutuários da Encol nessas cidades, Murilo Celso Ferri, a decretação da falência da construtora já era esperada, porque não se acreditava na capacidade de ela quitar os débitos assumidos. A associação atende cerca de 4.200 mutuários que compraram 42 imóveis da Encol. Ferri diz que a maior parte dos mutuários já havia conseguido a transferência da fração ideal e o posterior registro de imóveis, o que faz com que esses bens não fiquem indisponíveis dentro da massa falida da construtora.
Ferri acredita que a confirmação da falência da Encol não muda o andamento das ações judiciais de quem registrou os bens em seus nomes. O problema é que existem alguns imóveis que foram hipotecados pela construtora antes do pedido de concordata. A ação da Encol gerou dificuldades adicionais aos mutuários desses imóveis em resolver seus problemas, pois além de tentar preservar a posse do bem, será preciso derrubar as hipotecas na Justiça. A associação pretende buscar bancos que financiem a conclusão dos imóveis inacabados.
O presidente dos mutuários considera que ainda é cedo para se prever todos os desdobramentos da decretação da falência, mas acredita que as ações que o grupo desenvolveu até agora para garantir a posse dos imóveis os deixam mais tranquilos em relação ao que ainda está por vir.


