Processos diferentes mas com mesmas qualidades
Ao contrário do que muita gente pensa, o leite pasteurizado não tem mais qualidades nutricionais do que o longa vida. Segundo o professor Cláudio Aguiar, pesquisador do Centro de Tecnologia e Pesquisa do Leite da Unopar, as diferenças entre os dois tipos de leite se devem, basicamente, ao processamento. ''O leite longa vida tem maior vida útil devido à esterilização e às embalagens. Durante este processo, o leite não perde proteínas, é possível manter a sua composição original'', explica.
Segundo ele, a pasteurização é um processo mais agressivo. Apesar disso, as proteínas não chegam a se perder. ''Todos os nutrientes básicos são mantidos na pasteurização'', afirma Aguiar. Ele acrescenta que nos dois tipos de leite são adicionados conservantes. O que garante um prazo de validade maior para o longa vida é o armazenamento, uma vez que as tetra-pak são formadas por três a quatro embalagens compostas; enquanto os sacos plásticos se deterioram mais rapidamente.
Outra curiosidade é que não há diferença de qualidade nutricional entre os leites pasteurizados A, B e C. ''Para definir o tipo é feito um teste para contagem microbiana, que é avaliado o teor de gordura, proteínas e a quantidade de resíduos e medicamentos'', explica o pesquisador. Ele acrescenta que não é necessário ferver o leite já pasteurizado. Com a fervura algumas proteínas do leite podem se perder.
Já a diferença entre leite integral, semi-desnatado e desnatado é somente o teor de gordura, que é retirada em equipamentos específicos. Neste processo, somente a gordura é retirada do leite e não há perdas de proteínas e das outras qualidades nutricionais. (F.M.)





