Londrina - O relatório da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), que sugere a aplicação de multa por formação de cartel a oito postos de Londrina, à Associação dos Revendedores de Combustíveis do Norte do Paraná (Arcon), ao presidente da entidade e seus diretores, já está sendo analisado pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) para depois de ser encaminhado ao Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico (Cade). A diretora substituta do Departamento de Proteção e Defesa Econômica (DPDE), Paula Fontelles, informou ontem que todas as defesas referentes ao processo já chegaram ao órgão, que dará início à instrução.
Ela calcula que a posição da SDE seja conhecida em dois meses. ''O processo está muito bem instruído e estamos tendo a colaboração do Ministério Público, o que irá facilitar o trabalho'', informou. O pedido de providências para coibir uma possível formação de cartel nos postos de combustíveis de Londrina chegou à Secretaria em julho de 2000, encaminhado pelo Ministério Público Estadual. O processo foi instaurado em outubro de 2001.
Os donos de postos envolvidos, com exceção do então presidente da Arcon, Ariovaldo Ferraz Arruda, são os mesmos que tiveram a prisão preventiva decretada em novembro do ano passado, acusados de coagir outros comerciantes para que praticassem nas bombas os preços determinados pelo grupo. Os réus na ação criminal que tramita na 5 Vara Cível e que também integram a investigação da SDE são Reginaldo Monteiro, Maxwel Pavesi, Ismael Anselmo, Nilo Morishita, Marcos Surian, Sandro Zanchett e Luiz Jorge Bolognesi.
Recentemente chegaram novas denúncias e pedidos de providências à SDE, desta vez encaminhados pelo Ministério Público Federal. Os postos envolvidos nessa segunda denúncia poderão ser incluídos no mesmo processo que começou a tramitar ano passado, mas essa possibilidade ainda está sendo analisada pelo órgão. A secretaria não divulgou os nomes dos estabelecimentos.

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