O Paraná deve processar 47 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2011/2012, um acréscimo de 8,8% em relação a safra passada, quando foram processadas 43,3 milhões de toneladas. A estimativa é da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar). O superintendente da Alcopar, Adriando da Silva Dias, explica que esse aumento não se reflete na safra. ''No ano passado tivemos uma redução significativa em razão da seca, quando muita cana não foi colhida. A safra é igual, a diferença é que no ano passado muita cana não cresceu e não foi colhida'', esclarece.
Em relação à produção de etanol, a Alcopar estima que o volume produzido nesta safra seja de 1,7 bilhão de litros, um valor próximo ao da temporada 2010/2011, de 1,6 bilhão. Já a produção de açúcar deve apresentar um aumento de 13,3% em relação ao ciclo anterior. Em 2011/2012, a produção deve ser de 3,4 milhões de toneladas, enquanto em 2010/2011, foi de 3 milhões de toneladas.
Além do aumento no total de cana processada, segundo Dias, esse crescimento da produção de açúcar é consequência também do aumento de unidades produtoras no Estado. ''Este ano, duas unidades que só produziam etanol, passarão a produzir açúcar também'', afirma. As unidades estão localizadas em Cambuí e Jacarezinho.
Centro-Sul
Segundo previsão da Datagro Consultoria, as usinas e destilarias da Região Centro-Sul do Brasil devem processar 550 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2011/2012, uma queda de 1,24% sobre as 556,89 milhões de t da safra 2010/2011. A produção do açúcar chegará a 35,1 milhões de t no Centro-Sul em 2011/2012, o que representa uma alta de 4,65% sobre as 33,54 milhões de t da safra passada.
Já a produção de etanol deve ficar estável, em torno de 25,3 bilhões de litros entre as duas safras, com tendência de queda em 2011/2012. Com a produção estável, os preços do etanol devem seguir remuneradores e mais estáveis no mercado interno. Os preços mínimos foram de R$ 0,70 em 2010 e, em 2011, devem ficar em R$ 0,85 e R$ 0,90, com um teto de R$ 1,15 e R$ 1,20, nos locais onde há a competição com a gasolina.
A produção de etanol em março, mês anterior ao início da safra, deve ser de 1,5 bilhão de litros, o que trará um estoque de passagem entre as safras de 590 milhões de litros - o que representa um consumo de 9,5 dias. Só não faltará etanol porque haverá uma produção de 1,5 bilhão de litros a 1,7 bilhão de litros do combustível, feita de forma antecipada, no início das operações das destilarias, em março.

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