O produtor Ismael Aparecido Sgrgiatia conta que o trecho de estrada de aproximadamente 16 km que liga o Salto do Apucaraninha até Lerrovile está crítico. ''Não tem estrada, só buraco. A patrola passou, mas não fez nada, falta moledo e a estrada está muito lisa'', reclama. Segundo ele, o cenário é o mesmo há quase quatro anos e os caminhões acabam danificados. ''O certo seria patrolar, colocar moledo e saídas de água em toda a estrada, mas estamos abandonados'', lamenta. Eliel dos Santos Silva, agricultor do Patrimônio Selva, reclama que um trecho em descida onde não há moledo nem cascalho costuma ficar intransitável quando chove, impedindo o transporte escolar e da safra.
Em relação aos trabalhos de recuperação das estradas rurais, a secretária da Agricultura, Marisol Chiesa, não sabia informar com precisão a programação dos trabalhos pois estava fora da Secretaria, mas afirmou que as máquinas estão trabalhando atualmente em Lerrovile. Jair Carlos da Silva, de Tamarana, critica que nada mudou desde o ano passado, quando a reportagem da FOLHA retratou os prejuízos que ele enfrenta no transporte do leite, precisando de trator para puxar o caminhão com a produção. ''Os próprios produtores estão usando tratores para nivelar um pouco o solo e amenizar o problema'', relata.
Já o presidente da associação de moradores da Fazenda Acolá, que reúne 42 lotes no distrito rural de Guaravera, Antônio Carlos Gandolfi, conta que a condição das vias melhorou há cerca de dois meses, quando foi colocado cascalho. Para Antônio Tonassi, também da Fazenda Acolá, a situação melhorou bastante, apesar de ainda não ser perfeita. Segundo ele, mesmo com a chuva dos últimos dias foi possível transportar a safra e se deslocar da propriedade sem dificuldades. Em março do ano passado, a FOLHA retratou o entrave que as estradas mal conservadas representavam para o escoamento da produção de Tonassi e dos demais produtores da região.(M.F.)

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