Curitiba - O presidente do Sindicato das Revendedoras de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese, não acredita em alta significativa de preços – como foi anunciado recentemente por entidades ligadas ao álcool. Pelo menos, no Paraná. Os aumentos vindos dos usineiros deverão ocorrer gradativamente e os consumidores perceberão, aos poucos, os reajustes.
  A primeira alta ocorreu na semana passada e refletiu numa diferença de R$ 0,05 por litro do álcool – o que nem foi repassado, segundo Fregonese, para o preço final. ‘‘Nós achamos que podíamos suportar o reajuste da usina. Mas novos reajustes virão agora no início de novembro e estamos preparados. Não acredito em alta significativa por conta dos estoques. Mas o paraíso vai acabar no álcool anidro e no álcool hidratado’’, declarou.
  No mesmo período do ano passado, o álcool chegou a ser vendido na bomba a R$ 1,46 o litro. ‘‘Espero que não chegue a isso. A produção de álcool melhorou muito no País, os estoques melhoraram, as perspectivas não são tão ruins’’, ponderou ele. Em muitos municípios, distribuidores e postos de gasolina estão trabalhando no vermelho para garantir o preço do álcool a R$ 0,85 em Foz do Iguaçu (para competir com os países vizinhos). As grandes redes acabam compensando os valores em municípios como Curitiba e Londrina – onde o litro do álcool é mais caro.
  ‘‘Ninguém perde por perder. Se estamos perdendo valores no preço do álcool num município, pode ter certeza que alguém vai pagar esta conta. Nem que seja alguém de outro município. Espero que este ano não seja visto o mesmo filme de terror que vimos no ano passado. Temos produto suficiente para não aviltarmos tanto os preços’’, disse. (L.P.)

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